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A Covid-19 destaca a urgência de melhorar a governança, o acesso equitativo e a confiança com o novo contrato social sobre dados
WASHINGTON, 24 de março de 2021 – O Banco Mundial vem propor novos sistemas nacionais de dados mais robustos a fim de realizar todo o potencial da revolução de dados para transformar a vida das pessoas mais pobres.
Desde as informações coletadas em pesquisas domiciliares até os pixels capturados por imagens de satélite, os dados podem subsidiar políticas públicas e estimular a atividade econômica, servindo como uma arma poderosa no combate à pobreza. Mais dados estão disponíveis hoje do que em qualquer outro momento da história; no entanto, seu valor permanece amplamente inexplorado, segundo o novo Relatório de Desenvolvimento Mundial 2021: Dados para uma vida melhor. Os dados também podem ser uma faca de dois gumes e, portanto, requerem um contrato social que gere confiança, proteja as pessoas contra o mal uso e danos e funcione de maneira a proporcionar igualdade de acesso e representatividade.
“Os dados oferecem um enorme potencial para a criação de valor ao melhorar os programas e políticas públicas, impulsionando as economias e empoderando seus cidadãos. O ponto de vista das pessoas pobres tem sido deixado de fora desses debates globais sobre a governança de dados e precisa ser ouvido com urgência", disse David Malpass, Presidente do Grupo Banco Mundial. “Os países de baixa renda costumam ficar em desvantagem pela falta de instituições, autonomia para a tomada de decisões e recursos financeiros, o que atrasa a sua implementação efetiva e a eficiência dos sistemas de dados e suas estruturas de governança. A cooperação internacional é necessária para harmonizar as regulamentações e coordenar as polícias de forma que o valor dos dados seja aproveitado em benefício de todos, bem como para subsidiar nossos esforços rumo a uma recuperação verde, resiliente e inclusiva.
Os dados coletados para fins públicos ou comerciais, por métodos tradicionais ou modernos, estão sendo utilizados, combinados e reutilizados de maneiras a beneficiar mais pessoas e a fornecer informações mais precisas.
Dados aprimorados ampliam a capacidade dos governos de definir prioridades e direcionar recursos de maneira mais eficiente. No Quênia, por exemplo, dados de mídias sociais e de telefonia celular, bem como relatórios oficiais digitalizados sobre acidentes de trânsito em Nairóbi, possibilitaram a identificação das vias mais perigosas e ajudaram a salvar vidas graças a melhorias na segurança de trânsito. O setor privado está usando dados para melhorar o desempenho de empresas baseadas em plataformas, que, por sua vez, impulsionam o crescimento econômico e geram comércio internacional de serviços. No Haiti, a tecnologia ajudou os produtores de manga a rastrear sua produção até o consumidor final, eliminando muitos intermediários e permitindo que eles ficassem com uma parte maior do lucro.
Métodos de dados inovadores também estão capacitando as pessoas a tomar melhores decisões e levando a melhorias no serviço público. No estado de Tamil Nadu, na Índia, o Banco Mundial apoiou o desenvolvimento de ferramentas que ajudam a enfrentar os desafios relativos à alfabetização de dados. Por meio dessas ferramentas, as preferências expressas pela população são prontamente digitalizadas e ajudam a orientar os debates da comunidade e definir suas prioridades.
“A combinação de dados de várias fontes pode promover a formulação de políticas baseadas em evidências por meio de estatísticas mais precisas e oportunas”, disse Carmen Reinhart, economista-chefe do Grupo Banco Mundial. “Os efeitos adversos da Covid-19 foram sentidos de forma desigual. Os usos inovadores de dados oferecem novas oportunidades para entender a disseminação da doença, avaliar políticas para mitigá-la e direcionar recursos do governo para as pessoas mais necessitadas.”
A Covid-19 destacou de maneira dramática as oportunidades e os desafios associados aos novos usos de dados. Os países reaproveitaram dados de telefonia celular para monitorar o vírus – mas tiveram de oferecer proteção contra o mal uso dos dados. A transformação abrupta para o mundo virtual também expôs a desigualdade digital entre aqueles que têm acesso à tecnologia e aqueles que não têm. Isso nos lembra da necessidade de trabalharmos para garantir o acesso mais equitativo à telefonia celular e à internet para as pessoas mais pobres e nos países de renda baixa. Iniciativas visando à contenção do vírus têm dificultado a coleta de dados básicos em vários países, ressaltando a necessidade de investimentos em infraestrutura, sistemas de dados e capacidade estatística.
No entanto, quanto mais os dados são usados, maior é o potencial para seu uso indevido. A concepção meticulosa de regulamentações para fortalecer a segurança cibernética e proteger os dados pessoais é essencial para gerar confiança. Em uma pesquisa global com 80 países, apenas 40% tinham disposições de regulamentação de dados baseadas em melhores práticas; incluindo menos de um terço dos países de baixa renda, embora muitos deles estejam começando a adotá-las.
Apesar de todo o potencial dos dados para o desenvolvimento, os benefícios do sistema global de dados estão, por enquanto, direcionados apenas aos mais abastados. É, portanto, uma prioridade melhorar a representatividade de pessoas marginalizadas e seu amplo acesso aos dados. Na África Subsaariana, a conectividade digital é limitada e a infraestrutura moderna para troca, armazenamento e processamento de dados é insignificante nos países de baixa renda. Esses países também encontram-se em desvantagem competitiva quando se trata de aproveitar os benefícios econômicos gerados por empresas baseadas em plataformas de dados.
O relatório reconhece a diversidade de pontos de vista em relação aos dados e o ambiente político de incertezas. Para colher todos os benefícios dos dados e criar oportunidades para todos são necessários esforços renovados para melhorar a governança de dados em cada país, bem como uma cooperação internacional mais estreita. A falta de ação tem um custo alto e leva a perdas de oportunidades e ao aumento da desigualdade. Forjar um novo contrato social sobre dados – baseado nos princípios de valor, confiança e equidade – fará toda a diferença.
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O Banco Mundial, uma das maiores fontes de financiamento e conhecimento para os países em desenvolvimento, está implementando ações amplas e rápidas para ajudar esses países a responder aos impactos sanitários, sociais e econômicos da Covid-19. Isso inclui US$ 12 bilhões para ajudar os países de renda baixa e média a adquirir e distribuir vacinas, testes e tratamento contra a Covid-19, além de fortalecer seus programas de vacinação.O financiamento tem como base uma iniciativa mais ampla intitulada Resposta do Grupo Banco Mundial à Covid-19, que está ajudando mais de 100 países a fortalecer seus sistemas de saúde, apoiar as famílias mais pobres e criar condições favoráveis para manter os meios de subsistência e os empregos das pessoas mais afetadas.
Mark Felsenthal
David Young
About The World Bank
The World Bank Group has a bold vision: to create a world free of poverty on a livable planet. In more than 100 countries, the World Bank Group provides financing, advice, and innovative solutions that improve lives by creating jobs, strengthening economic growth, and confronting the most urgent global challenges. For more information, please visit www.worldbank.org, www.miga.org, and www.ifc.org.
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