COMUNICADO À IMPRENSA

Educação superior se expande na América Latina e no Caribe, mas os resultados estão abaixo do potencial

17 de maio de 2017


São necessários incentivos para alinhar resultados às necessidades de estudantes e países

CIDADE DO MÉXICO, 17 de maio de 2017 - O número de estudantes em programas de ensino superior quase dobrou na última década na América Latina e no Caribe (ALC). Contudo, apenas a metade deles se forma no período normal, o que indica que ainda há muito a fazer em termos de eficiência e qualidade, revela um novo relatório do Banco Mundial: Em uma encruzilhada: O Ensino superior na América Latina e no Caribe, divulgado hoje.

"O ensino superior é fundamental para impulsionar o crescimento e reduzir a pobreza e a desigualdade", disse o Vice-Presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, Jorge Familiar. "Para garantir a igualdade de oportunidades, a região tem que melhorar a qualidade da educação e proporcionar aos alunos melhores informações sobre cursos, incentivos e opções de financiamento adequados e conexões com o mercado de trabalho. Também é necessária uma melhor regulamentação das instituições de ensino superior para melhorar a prestação de contas pelos serviços que prestam".

Uma boa educação desempenha um papel importante na melhoria das perspectivas de renda. Em particular, o relatório conclui que, em média, na ALC, um estudante com grau de educação superior vai ganhar mais do dobro do que um aluno com um diploma do ensino médio.

Na região, o percentual de indivíduos entre 18 e 24 anos de idade matriculados no ensino superior aumentou de 21% em 2000 para 40% em 2010. Embora o acesso ainda seja desigual, houve progressos substanciais, particularmente entre os grupos de baixa e média renda. Em média, os 50% mais pobres da população representavam apenas 16% dos estudantes do ensino superior em 2000, mas esta proporção aumentou para cerca de 25% em 2013.

Ao mesmo tempo, cerca de um quarto das instituições de ensino superior (IES) que existem hoje foram abertas durante esse período – muitas delas pelo setor privado – o que elevou a participação de IES privadas no mercado de 43% para 50% entre o início dos anos 2000 e 2013. Contudo, a região tem apenas cerca de dez IES entre as 500 melhores instituições de ensino superior do mundo, um número superior apenas ao da África.

"Houve uma grande expansão das instituições de ensino superior e das matrículas, especialmente entre os estudantes de baixa renda", disse Maria Marta Ferreyra, principal autora do relatório e economista sênior do Banco Mundial. "No entanto, os resultados estão aquém do potencial, e apenas a metade dos estudantes recebe o seu diploma superior entre os 25-29 anos de idade, quer porque ainda estão estudando ou por desistência”.

Entre as causas das altas taxas de desistência estão o despreparo acadêmico, devido em parte à baixa qualidade da educação média, e a falta de recursos financeiros de estudantes de baixa renda. Outras causas podem incluir a longa duração de alguns dos cursos e a falta de flexibilidade para transferências entre eles – questões que são especialmente relevantes hoje em dia, quando mais pessoas do que nunca mudam de emprego e de carreira ao longo da vida.

Entre as medidas que podem ajudar a resolver alguns desses problemas estão:

  • Gerar e divulgar informações sobre o desempenho das instituições e dos cursos, para que os alunos possam fazer escolhas informadas.
  • Conceber melhores sistemas de financiamento para proporcionar incentivos para que as instituições e os estudantes obtenham bons resultados, e eliminar as barreiras financeiras ao acesso ao ensino superior através de instrumentos como bolsas de estudo, ajudas-de-custo e empréstimos estudantis.
  • Ajudar os estudantes a se conectarem ao mercado de trabalho.
  • Melhorar a supervisão e a regulamentação para assegurar a prestação de contas das instituições por seus serviços.

Ainda assim, o relatório conclui que a formação de capital humano qualificado não é suficiente por si só para aumentar a produtividade, o crescimento e a equidade. Também é preciso um ambiente em que as empresas possam criar bons empregos que, por sua vez, possam fazer uso produtivo de uma força de trabalho mais qualificada.

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COMUNICADO À IMPRENSA Nº
2017/246/LAC

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