COMUNICADO À IMPRENSA

Brasil: Melhores serviços de água para milhares em Sergipe

26 de Janeiro de 2012




Banco Mundial vai emprestar US$ 70,3 milhões para proporcionar melhor saneamento, menos poluição e mais eficiência na agricultura.

WASHINGTON, 26 de janeiro de 2012 – Milhares de pessoas em áreas urbanas e rurais do estado de Sergipe terão acesso a melhores serviços de água por meio do Programa Águas de Sergipe, graças a um empréstimo de US$ 70,3 milhões anunciado hoje pela Diretoria do Banco Mundial.

O projeto aumentará o acesso a água potável e saneamento na bacia mais populosa do Estado. Também reduzirá a poluição, promoverá agricultura mais eficiente e melhorará a capacidade de Sergipe de ter uma gestão integrada do setor de água.

O Programa ajudará Sergipe a acompanhar com investimentos o ritmo de urbanização e crescimento econômico e populacional do Estado, e a reduzir os problemas de poluição e de escassez de água nas áreas urbanas e rurais. Aproximadamente 237 mil pessoas não têm acesso doméstico à água potável no Estado, e 514 mil não dispõem de saneamento básico adequado.

“O acesso ao abastecimento de água e saneamento é essencial para melhorar a vida das pessoas, preservando o meio ambiente e preparando nossas cidades para as gerações futuras. Aumentar a eficiência do uso da água vai aumentar as perspectivas de crescimento de Sergipe e garantir as condições básicas de qualidade de vida no futuro, tanto nas áreas urbanas quanto rurais”, disse Marcelo Déda, Governador de Sergipe.

A bacia do rio Sergipe, onde o projeto vai centrar as suas atividades, é a mais poluída do Estado e abriga mais da metade dos dois milhões de habitantes de Sergipe, incluindo a capital, Aracaju. A bacia tem um déficit de abastecimento de água de 65%, com uma demanda diária de 260 mil metros cúbicos de água e disponibilidade de apenas 87 mil. O déficit é coberto por onerosas transferências a partir da bacia do Rio São Francisco.

“Sergipe está dando um passo ousado para integrar toda a sua gestão hídrica, do saneamento básico e acesso à água potável à irrigação nas áreas rurais, do controle da poluição à melhor gestão dos riscos associados à água e ao clima. Isso resultará em grandes benefícios sociais, econômicos e de saúde para o Estado”, afirmou Makhtar Diop, Diretor do Banco Mundial para o Brasil. “Tradicionalmente, as questões hídricas têm sido geridas de forma isolada no Brasil. O exemplo de Sergipe terá um importante efeito de demonstração para outros estados, especialmente no Nordeste.”

Alguns dos principais objetivos e atividades do Programa até 2015 incluem:

  • Aumentar em pelo menos 88 mil o número de conexões de saneamento doméstico nas cidades-alvo ao longo da bacia do rio Sergipe, chegando a 143 mil conexões e beneficiando diretamente cerca de 500 mil pessoas;
  • Melhorar em pelo menos 20% a eficiência do uso da água na irrigação em perímetros-chave da bacia do Sergipe, totalizando 1.150 hectares e beneficiando cerca de 1.000 famílias. Isso inclui a adoção de boas práticas de qualidade hídrica e conservação do solo em pelo menos 60% das fazendas;
  • Reduzir em pelo menos 5.620 toneladas anuais as descargas de poluentes de demanda bioquímica de oxigênio (DBO) nas águas residuais;
  • Criar e fortalecer uma agência estadual responsável pela gestão dos recursos hídricos;
  • Criar e expandir áreas de preservação ambiental em um total de 2.400 hectares, para proteger os recursos hídricos e a biodiversidade ao longo da bacia do Sergipe (até 2017).


A Estratégia de Parceria do Banco Mundial com o Brasil para o período 2012-2015 prioriza investimentos na região Nordeste. Desde 1977 o Banco vem financiando cerca de US$ 1,5 bilhão para projetos de desenvolvimento em Sergipe, incluindo o empréstimo de hoje. A gestão de recursos hídricos e o saneamento básico são prioridade do Banco Mundial no Brasil, com investimentos totais de mais de US$ 5 bilhões.

Este empréstimo de spread fixo do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) ao Estado de Sergipe é garantido pela República Federativa do Brasil e tem prazo total de 25 anos, incluindo 5 anos de carência.

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COMUNICADO À IMPRENSA Nº
2012/243/LAC

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