COMUNICADO À IMPRENSA

Inclusão social e oportunidades para 5.000 catadores--Doação de US$ 2,7 milhões financiará inovações e será administrada pela Caixa Econômica Federal

28 de Janeiro de 2011




Brasília, 28 de janeiro de 2011 – A Caixa Econômica Federal, o Governo do Japão e o Banco Mundial assinaram hoje um financiamento a fundo perdido de US$ 2,7 milhões do Fundo para Desenvolvimento Social do Governo Japonês para o Programa de Inclusão Social de Catadores, que beneficiará pessoas que vivem da reciclagem informal de resíduos sólidos. O Programa terá início nos aterros sanitários de Jardim Gramacho e Itaoca, no Rio de janeiro, e deve ser expandido para outras localidades no Brasil, atingindo aproximadamente 5.000 pessoas em sua primeira fase.

Esta doação do Governo do Japão chega em um momento crucial, após a sanção da Política Nacional de Gestão de Resíduos Sólidos, que incentivará os investimentos no setor”, afirmou Makhtar Diop, Diretor do Banco Mundial para o Brasil. “O projeto contribuirá para o desenvolvimento de estratégias inovadoras e melhoria da qualidade de vida dos catadores de lixo que hoje vivem e trabalham em condições nocivas à saúde.

Os recursos ajudarão a realizar um censo da atividade e financiarão a melhora nas condições de vida e trabalho dos catadores e suas famílias, ao mesmo tempo tornando a atividade mais ambientalmente sustentável. O programa foi elaborado em consulta com as organizações de catadores, além da sociedade civil, governos e academia. Conselhos locais de catadores elaborarão planos e receberão financiamento para atividades em áreas como:

  • Melhoria da saúde e segurança dos catadores;
  • Aumento da produtividade e renda, como aumento da escala, investimentos e novos serviços;
  • Formalização das atividades e acesso a direitos e serviços governamentais;
  • Criação de alternativas com treinamento e colocação profissional.

A doação do Governo Japonês está coordenada com o Projeto Integrado de Gestão de Resíduos Sólidos e Financiamento de Carbono, que recebeu financiamento de US$ 50 milhões do Banco Mundial em novembro e também é executado pela Caixa Econômica. O projeto tem como objetivo fechar até seis lixões até 2015, construir aterros sanitários modernos, aumentar em 4.000 toneladas por dia o volume de lixo enviado para aterros sanitários ambientalmente sustentáveis, desenvolver instalações alternativas para o tratamento do lixo e integrar o financiamento de carbono a essas atividades. Mais da metade das cidades brasileiras abriga populações de catadores de lixo.

O Banco Mundial apóia diversas outras atividades no setor de resíduos sólidos no Brasil, inclusive com o financiamento de carbono e intercâmbios com outros países.

Contatos com a mídia:
Em Brasília
Mauro Azeredo
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mazeredo@worldbank.org

COMUNICADO À IMPRENSA Nº
2011/310/LAC

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