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Com cerca de 500 milhões do total da população  africana, a Região da África Oriental e Austral do Banco Mundial é uma região geográfica, cultural e economicamente diversa de 26 países que se estendem do Mar Vermelho a norte até ao Cabo da Boa Esperança à sul. A região, que inclui a República Democrática do Congo (RDC), registou um produto interno bruto estimado de USD 945 567 milhões em 2019. A África do Sul, um país de rendimento médio alto, é a maior economia da região, seguida de Angola, Quénia e Etiópia. As Seicheles e Maurícias são as únicas economias de rendimento alto da região. 

A região possui alguns dos recursos naturais mais ricos do mundo. A RDC produz uma grande parte de mineral de cobalto e Angola lidera a região na produção de crude. Para muitos países da região oriental, os produtos agrícolas são a matéria-prima principal; a Etiópia e o Uganda encabeçam as exportações de café da região, enquanto o Quénia é o maior exportador de chá. Para os países da região Austral, os metais preciosos e minerais são as principais exportações, incluindo ouro e diamantes da África do Sul e platina do Zimbabué. 

Embora a maior parte da população de África viva em zonas rurais, as cidades da África Oriental e Austral continuam a crescer. Na África do Sul, cerca de metade da população vive em áreas urbanas, como Joanesburgo, a maior cidade do país. Mas isto não se traduz numa redução da pobreza; a África do Sul permanece uma economia dual e é um dos países mais desiguais do mundo. 

Com aproximadamente metade da população com menos de 18 anos, as pessoas são o maior recurso da região. Em Abril de 2019, o Banco Mundial lançou o ambicioso Plano de Capital Humano de África (i) para dinamizar o potencial de África através da saúde, conhecimento, competências e resiliência do seu povo. O plano inclui um enfoque no empoderamento de mulheres e raparigas através de novos projectos financiados pelo Banco Mundial no valor superior a USD 2 200 milhões. Os projectos são concebidos com vista a desenvolver organizações de mulheres, saúde, educação e oportunidades de emprego. Outras áreas de atenção incluem reformas de políticas sobre o capital humano, mobilização de recursos internos e fomento da tecnologia e inovação. Trinta e um países comprometeram-se a avançar a agenda do capital humano, incluindo a Etiópia, Eswatini, Quénia, Lesoto, Malawi e Ruanda.   

Desafios do Desenvolvimento 

Nesta região também se registam alguns dos conflitos mais prolongados de África, tornando frágeis muitos dos seus países, ao mesmo tempo que défices significativos na educação, saúde e desenvolvimento de competências continuam a impedir as pessoas de atingir o seu pleno potencial. Isto cria enormes desafios de desenvolvimento, produz um profundo impacto nas vidas e nos meios de subsistência das pessoas e dificulta a integração e o comércio regional.  

A pandemia COVID-19  tem todo consequências graves em termos de vidas humanas, sobrecarregando  os sistemas de saúde e provocando a contracção da produção agrícola. A África Subsariana pode enfrentar uma severa crise de segurança alimentar. Com desafios tão devastadores causados pela pandemia – incluindo milhares de milhões em perdas estimadas de produção em 2020, produtividade agrícola reduzida, enfraquecimento das cadeias de abastecimento, tensões comerciais crescentes, perspectivas de emprego limitadas e incerteza política e regulamentar – o crescimento económico em toda a África Subsariana deverá passar de 2,4% em 2019 para entre -2,1 e -5,1% em 2020. 

Adicionalmente, pragas de gafanhotos estão a devastar as culturas e a prejudicar a segurança alimentar em toda a África Oriental, incluindo Quénia, Somália e Uganda. O Corno de África, que já tem 22 milhões de pessoas que sofrem de grave insegurança alimentar e mais de 12 milhões deslocadas internamente, está a braços com uma emergência crítica de segurança alimentar. As estimativas prevêem que os danos e prejuízos possam cifrar-se em até USD 9 000 milhões em 2020. 

Estes desafios também criam uma oportunidade para se trabalhar em estreita colaboração com os dirigentes do país, sociedade civil, parceiros de desenvolvimento e jovens no sentido de se traçar um futuro mais brilhante bem como com organizações económicas regionais que desempenham um papel importante ajudando os países a atingir o seu potencial de desenvolvimento. Entre estas contam-se o Mercado Comum da África Oriental e Austral, a Comunidade da África Oriental e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral. A Associação da Orla do Oceano Índico apoia os países que fazem fronteira com o Oceano Índico e a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento abrange o Corno de África, que inclui o Djibuti.  

O Grupo Banco Mundial (GBM) tem ajudado os países a realizar o seu considerável potencial de desenvolvimento focalizando-se nas prioridades detalhadas na estratégia do Banco Mundial para África (i) incluindo na construção da economia digital, criação de empregos e transformação das economias. A estratégia dá prioridade à integração regional e investigação com vista a maximizar o impacto do desenvolvimento para os clientes.  

Integração Regional

O GBM está a expandir o seu apoio à integração regional para equacionar as grandes prioridades do continente africano. As áreas prioritárias de envolvimento na África Oriental e Austral abrangem as redes regionais de infraestruturas, a diversificação económica, a facilitação do comércio e dos transportes, o sector financeiro, o desenvolvimento do capital humano, a resiliência e fragilidade. É também dada uma atenção especial à resolução da situação de fragilidade no Corno de África. 

Recentemente, o Conselho de Administração do Grupo Banco Mundial aprovou o Programa de Resposta de Emergência à Praga de Gafanhotos (i), um projecto de USD 500 milhões que visa ajudar os países do Médio Oriente e África a combaterem as nuvens de gafanhotos que estão a ameaçar os meios de subsistência e a segurança alimentar de milhões de pessoas. Os primeiros países que receberam financiamento ao abrigo da primeira fase do programa foram o Djibuti, Etiópia, Quénia e Uganda, com um pacote de financiamento total de USD 160 milhões.   

O Centro de Excelência da África Oriental e Austral (ACE II) (i) está a reforçar 24 instituições de ensino superior na Etiópia, Quénia, Malawi, Moçambique, Ruanda, Tanzânia, Uganda e Zâmbia. O objectivo do programa é ajudar as instituições a proporcionarem estudos de pós-graduação de qualidade e a criarem capacidade de investigação em colaboração.  

O  Projecto de Rede de Laboratórios de Saúde Pública de África Oriental  (i) ajudou os países da África Oriental a criar uma rede de laboratórios de saúde pública eficiente, de alta qualidade e acessível destinada ao diagnóstico e vigilância da tuberculose e outras doenças transmissíveis. Está também a ajudá-los a expandir as actividades às instalações nas zonas transfronteiriças e também a estabelecer unidades de isolamento e a reforçar as actividades de vigilância para melhor conter doenças transmissíveis. 

O Projecto da Resposta do Desenvolvimento aos Impactos Causados pelo Deslocamento de Populações no Corno de África (i) visa aumentar o acesso aos serviços sociais básicos, expandir as oportunidades económicas e melhorar a gestão ambiental para as comunidades que abrigam refugiados nas áreas alvo do Djibuti, Etiópia e Uganda. O projecto assegura uma resposta abrangente em termos de desenvolvimento ao aumento considerável do número de refugiados alojados no Uganda.  Além disso, a Iniciativa do Corno de África (i) junta cinco países - Djibouti, Etiópia, Eritreia, Quênia e Somália - para enfrentar desafios regionais comuns. 

Investigação e Análise 

O conhecimento é essencial para que os governos promovam políticas mais sólidas e instituições mais fortes com vista a tornar a ajuda mais eficaz. Pode encontrar aqui os nossos estudos regionais mais recentes e são publicados no website de cada país os estudos analíticos por país. Isto, em conjunto com um trabalho analítico sólido por sector pode ajudar a promover um debate de fundo e fomentar uma elaboração de políticas com base em evidências em matéria de questões essenciais do desenvolvimento. 

A investigação recente inclui: 

  • The World Bank
    Apr 13, 2022

    Africa’s Pulse

    Since emerging from its first recession in 25 years, economic growth in Sub-Saharan Africa is estimated at 4% in 2021, up by 0.7 percentage point from the October 2021 projections, and up from -2.0% in 2020.

  • The World Bank
    Apr 13, 2022

    CPIA Africa

    The overall 2019 Country Policy and Institutional Assessment (CPIA) score for the region’s 39 IDA-eligible countries came in at 3.1, the same as in the previous three years, in a context of moderating per capita growth. ...

  • The World Bank

    IDA in Africa

    With IDA’s help, hundreds of millions of people have escaped poverty—through the creation of jobs, access to clean water, schools, roads, nutrition, electricity, and more.

  • The World Bank
    Apr 18, 2022

    Africa’s Human Capital Plan

    Read the World Bank’s plan to support African countries to strengthen the quantity, efficiency and impact of investments in people.