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WASHINGTON, 31 de Maio de 2022. O Banco Mundial aprovou, hoje, um crédito da Associação Internacional de Desenvolvimento no montante de 30 milhões de dólares americanos para o Projecto de Desenvolvimento Resiliente do Turismo e Economia Azul em Cabo Verde, com a duração de cinco anos. Será concedido um co-financiamento complementar de 5 milhões de dólares através de uma subvenção do Programa Global para o Fundo Fiduciário Multidoadores da Economia Azul.

O sector turístico de Cabo Verde registou um crescimento excepcional nas últimas duas décadas e é um motor crucial de crescimento e criação de emprego, alcançando um valor estimado de 25 por cento do PIB. A pandemia de Covid-19 representou, no entanto, um grande revés, com as chegadas a colapsarem cerca de 75 por cento em 2020, afectando o turismo e os sectores auxiliares de forma particularmente dura. Para além do choque económico sem paralelo, a pandemia destacou também desafios estruturais no sector, incluindo a concentração excessiva de chegadas em duas ilhas e num único segmento de mercado, ligações fracas com as cadeias de abastecimento local, e questões de sustentabilidade ambiental - em particular nas zonas costeiras.

À medida que as autoridades perseguem o objectivo de reconstruir melhor (“build-back better”), cria-se uma oportunidade real de enfrentar estes desafios. Neste contexto, o projecto proposto apoia a visão e estratégias nacionais - nomeadamente o Programa Operacional do Turismo e o Plano Nacional de Investimento para a Economia Azul - para promover o turismo sustentável e a conservação dos recursos naturais com benefícios para as comunidades locais. O projecto irá assim contribuir para objectivos críticos, nomeadamente a melhoria sustentável da diversidade da oferta do sector turístico em mais ilhas e segmentos de mercado (medido pelo aumento das despesas médias diárias de turismo e dormidas nos destinos-alvo emergentes), bem como permitir uma maior participação e ligações das comunidades locais nos dividendos económicos que advêm do turismo (medida por contratos adicionais de fornecimento de produtos e serviços por empresas locais na cadeia de valor do turismo).

Nesta primeira fase, as intervenções integradas e transsectoriais do projecto abrangerão destinos em quatro ilhas (Santiago, Santo Antão, São Vicente e Sal), incluindo: i) o desenvolvimento de infra-estruturas resilientes de turismo e economia azul (melhoria de trilhos de trekking, restauro de património histórico-cultural, passeios marítimos, cais de pesca e mercado, e uma estrada de acesso crítico), ii) apoio ao sector das PMEs locais e empresas lideradas por mulheres no fornecimento de serviços e produtos sustentáveis, orientados para a procura actual da cadeia de valor turística, e aproveitando em particular o potencial associado à economia azul em Cabo Verde; e iii) apoio a um quadro de políticas públicas conducentes e facilitadoras (incluindo o marketing internacional do destino Cabo Verde, o reforço do planeamento territorial associado, a melhoria da recolha de estatísticas turísticas, o reforço da sustentabilidade e da gestão de sítios e serviços turísticos, e o apoio ao reforço e integração de políticas de género no sector).

"O Banco Mundial está entusiasmado por poder apoiar a visão e estratégia de Cabo Verde para a recuperação e diversificação económica, libertando o potencial combinado do turismo e actividades de economia azul. Os investimentos selecionados em infra-estruturas resilientes, bem como as intervenções complementares destinadas a reforçar as PMEs locais, são concebidos para catalisar os dividendos económicos positivos que advêm do turismo entre mais ilhas e segmentos de mercado, permitindo em simultâneo amplificar as ligações sustentáveis e com maior valor acrescentado para as comunidades e empresas locais.", referiu Eneida Fernandes, Representante Residente para Cabo Verde.”

Contacts

Marco António Medina Silva,

mmedinasilva@worldbank.org
+238 9511616
Em Cabo Verde:

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