col-xs-12
col-sm-12
col-md-1
col-lg-1
col-xs-12
col-sm-12
col-md-10
col-lg-10
col-xs-12
col-sm-12
col-md-1
col-lg-1
col-xs-12
col-sm-12
col-md-12
col-lg-12
videoType
you-tube
videoUrl
10lLlzDelLU
title
Acesso à água para meio milhão de pessoas em Maputo, Moçambique
keyFrameImage
https://i.ytimg.com/vi/10lLlzDelLU/maxresdefault.jpg
description
Em 2015, a capital de Moçambique, Maputo, enfrentava uma crise hídrica. Não havia água suficiente para captar, tratar e distribuir aos quase três milhões de habitantes da cidade e bairros de expansão. O Banco Mundial, em parceria com a FIPAG - Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água do Governo de Moçambique, construiu infraestruturas críticas que permitiram a mais de milhão de pessoas obter água potável nas suas casas. Saiba mais: http://wrld.bg/GELy50PAYNy 💬 Legendas (CC) disponíveis em inglês, português. Assista a este vídeo em inglês https://youtu.be/kQ9XiMhdW1U 00:00 A crise hídrica de Maputo 00:30 Desafios enfrentados pelo residentes 01:16 Novas infraestruturas, sistema de distribuição de água melhorado 02:01 Aumento da cobertura do sistema de distrubuição de água 02:35 O acesso a água potável melhorou as vidas dos residentes 03:07 Porque o acesso a água potável é tão importante SOBRE O BANCO MUNDIAL 🌐 O Banco Mundial fornece financiamento, conhecimento global e compromisso de longo prazo para ajudar os países de baixa e média renda a acabar com a pobreza, alcançar o crescimento sustentável e investir em oportunidades para todos. http://www.worldbank.org
showTimestampAndTranscript
no
duration
241
lastUploadedDate
2023-08-25T18:55:27Z
col-xs-12
col-sm-12
col-md-3
col-lg-3
col-xs-12
col-sm-12
col-md-7
col-lg-7
  • font-medium
  • bg_blue_05

DESTAQUES DO ARTIGO

  • A Área do Grande Maputo enfrentava uma crise hídrica, e não tinha água suficiente para captar, tratar e abastecer aos seus quase três milhões de habitantes.
  • Graças a uma nova estação de tratamento de água, uma conduta de 95 quilómetros e 100 mil novas ligações domésticas, mais meio milhão de pessoas agora desfrutam de água potável nas suas casas.
col-xs-12
col-sm-12
col-md-2
col-lg-2
col-xs-12
col-sm-12
col-md-3
col-lg-3
col-xs-12
col-sm-12
col-md-7
col-lg-7
  • lp-body-content
  • first-letter

Maputo, 15 de Agosto de 2023 – Onde há água, há vida. Investir no abastecimento de água pode levar a ganhos significativos de desenvolvimento económico e humano. O acesso a água potável reduz a mortalidade infantil, aumenta a produção agrícola e industrial, reduz a pobreza e aumenta a resiliência às mudanças climáticas.

Quando Rosa Calane abre a torneira no seu quintal, a água flui abundantemente. Ela enche uma panela e leva-a para dentro de casa, para preparar uma refeição para a sua família. Mas Rosa ainda se lembra dos dias em que quase não saía água da sua torneira. Rosa vive em Pessene, distrito de Boane, nos arredores da capital de Maputo. Ela não era a única a sofrer com a escassez de água potável.

col-xs-12
col-sm-12
col-md-2
col-lg-2
  • lp-body-content
  • first-letter
col-xs-12
col-sm-12
col-md-1
col-lg-1
col-xs-12
col-sm-12
col-md-10
col-lg-10
expert-quote
Muitas vezes não tínhamos água ou saía suja demais para beber. Quando a água não saía, tínhamos de ir tirá-la de poços ou levar um tanque num camião para ir buscar água à Matola-Gare [a 40 quilómetros de distância]. Era caro e levava muito tempo.
Rosa Calane
Pessene, Boane District
false
col-xs-12
col-sm-12
col-md-1
col-lg-1
col-xs-12
col-sm-12
col-md-3
col-lg-3
col-xs-12
col-sm-12
col-md-7
col-lg-7
  • lp-body-content

A crise hídrica de Maputo

Em meados da década de 2010, quase três milhões de pessoas que viviam na Área do Grande Maputo – o maior centro urbano de Moçambique, que compreende as duas cidades mais populosas do país, Maputo e Matola – lutavam para ter acesso a água potável e canalizada. A rápida expansão urbana e décadas de falta de manutenção e investimentos no sistema de abastecimento de água levaram a uma grave crise hídrica. Não havia água suficiente para tratar e abastecer a todos os residentes, principalmente nos distritos de Boane e Marracuene. O sistema de abastecimento de água da cidade provinha de uma única fonte de água superficial, a Barragem dos Pequenos Libombos, construída nas margens do rio Umbeluzi, 25 quilómetros a sul de Maputo. A única estação de tratamento de águas operacional estava sobrecarregada e era altamente exposta a choques climáticos, tais como inundações e ciclones tropicais durante a estação chuvosa, afectando os sistemas de distribuição e a qualidade da água.

“O nosso bairro não recebia água suficiente”, disse Mateus Augusto, um vizinho de Rosa.

Para aumentar a quantidade de água limpa disponível para abastecer à população do Grande Maputo, o Governo de Moçambique, com o apoio do Projecto Nacional de Desenvolvimento de Recursos Hídricos do Banco Mundial, reabilitou uma segunda fonte de água, a Barragem de Corumana, localizada nas margens do Rio Sabié. Inicialmente construída para irrigação, hoje a barragem também apoia o fornecimento de água e protege as comunidades vizinhas das cheias. O projecto apoiou a instalação de seis novas comportas, que aumentaram a capacidade de armazenamento de água da barragem em mais de 30%.

Posteriormente, através do Projecto de Expansão do Abastecimento de Água do Grande Maputo, também apoiado pelo Banco Mundial, em parceria com o Fundo de Investimento do Património e Abastecimento de Água (FIPAG), contruíram-se infraestruturas para levar a água captada pela Barragem de Corumana a mais agregados familiares. Com novas infraestruturas, mais de meio milhão de pessoas que viviam em zonas desfavorecidas nos arredores da cidade, tal como Rosa, obtiveram acesso à água potável nas suas próprias casas. O projecto ajudou a construir:

  • A Estação de Tratamento de Água (ETA) de Sabié, que aumentou a capacidade de produção de água tratada de Maputo em um terço;
  • Uma conduta adutora de 95 quilómetros para levar água tratada da ETA de Sabié até Maputo;
  • Sete tomas para abastecimento de água às comunidades e indústrias localizadas ao longo da conduta;
  • 100 mil ligações domésticas na Área do Grande Maputo
https://delivery-p136806-e1377785.adobeaemcloud.com/adobe/assets/urn:aaid:aem:ce3e799f-1ded-468d-b4a7-e38c66a9eae7/as/moz-water-1.jpg
The new spillway gates of the Corumana Dam, located on the banks of the Sabié River. Photo: World Bank
The new spillway gates of the Corumana Dam, located on the banks of the Sabié River. Photo: World Bank
https://delivery-p136806-e1377785.adobeaemcloud.com/adobe/assets/urn:aaid:aem:93cc50c8-199e-4c62-8fc0-be1ab631c56d/as/moz-water-2.jpg
Mozambique Water Asset Holder and Investment Fund (FIPAG) water tower. Photo: World Bank
Mozambique Water Asset Holder and Investment Fund (FIPAG) water tower. Photo: World Bank

Regando as sementes do crescimento económico

Ter água em casa abriu oportunidades económicas para a família de Rosa. Junto com o seu marido, Rosa constrói e vende blocos de cimento a partir do seu quintal. O abastecimento de água permite que o seu pequeno negócio funcione sem problemas. “Hoje, esta é a principal fonte de renda da nossa família”, diz Rosa.

Estes investimentos também tiveram um efeito multiplicador na economia, uma vez que a região do Grande Maputo é o maior centro industrial de Moçambique. “Este projecto teve um grande impacto na economia do país, pois muitas indústrias e empresas conseguiram fazer ligações de água”, afirma Victor Tauacale.

“Agora, já tenho água na minha casa. Eu cozinho, lavo e bebo água limpa. Eu estou feliz!" diz Rosa.

col-xs-12
col-sm-12
col-md-2
col-lg-2
  • lp-body-content