REPORTAGEM

O Grupo Banco Mundial acompanha o governo da Guiné-Bissau no seu novo caminho para a prosperidade

25 de fevereiro de 2015


Image

Contentores de transporte são usados como pequenas lojas próximo do porto de Bissau. 

Daniella Van Leggelo-Padilla/World Bank

RUBANE,  9 de Fevereiro de 2015 – O governo da Guiné-Bissau, chefiado pelo Primeiro Ministro, S.Exa. Domingos Simões Pereira, e uma delegação do Grupo Banco Mundial, composta por mais de quinze elementos, reuniram-se recentemente durante três dias e mantiveram discussões enriquecedoras no sentido de trabalharem em colaboração afim de se eliminar a pobreza e impulsionar a prosperidade partilhada na Guiné-Bissau. Libertar o enorme potencial de desenvolvimento da Guiné-Bissau estava no centro das discussões uma vez que se estima que actualmente 70% dos guineenses vivam com dois dólares por dia.

Reunidos na Ilha de Rubane, os participantes analisaram em profundidade os desafios e oportunidades enfrentados por sectores tais como gestão macroeconómica, governação, infraestruturas, turismo, desenvolvimento humano, energia, agricultura, clima de investimento, biodiversidade e indústrias extractivas. As discussões foram norteadas pelo relatório do Grupo Banco Mundial denominado Memorando Económico do País para 2015 (CEM), um diagnóstico que analisa os constrangimentos ao desenvolvimento em cada sector e propõe uma série de recomendações e opções para o futuro. 



" O Banco Mundial é um parceiro envolvido e empenhado. Durante este retiro, conseguimos analisar de que forma todos os diferentes sectores podem contribuir para uma maior prosperidade e o modo como podemos trabalhar em conjunto para implementar e alcançar os objectivos descritos no nosso plano estratégico nacional para o desenvolvimento "

Domingos Simoes Pereira

Primeiro Ministro da Guiné-Bissau


Após uma série de apresentações destacando o CEM e o âmbito do envolvimento do Grupo Banco Mundial na Guiné-Bissau, iniciou-se uma troca de impressões produtivas que serviram de base para um roteiro do desenvolvimento da Guiné-Bissau. Com a recente restauração da ordem democrática e constitucional após o golpe militar de 2012, são favoráveis as perspectivas para um virar de página no que toca à instabilidade política, ao crescimento anémico e à pobreza enraizada.

“O Banco Mundial é um parceiro envolvido e empenhado. Ao longo deste retiro, conseguimos analisar de que forma todos os diferentes sectores podem contribuir para uma maior prosperidade e o modo como podemos trabalhar em conjunto para implementar e alcançar os objectivos descritos no nosso plano estratégico nacional para o desenvolvimento. O relatório de diagnóstico que o Banco Mundial apresentou, cujos princípios fundamentais coincidem com a nossa visão, dá-nos a certeza de que estamos no caminho certo”, afirmou o Primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.

As duas delegações realçaram a importância da estabilidade, como um elemento-chave da ascensão económica da Guiné-Bissau. Vera Songwe, Directora de País para a Guiné-Bissau do Banco Mundial destacou que “a estabilidade é crucial para se progredir já que os custos económicos e de desenvolvimento de um novo conflito seriam desastrosos para o país. O governo da Guiné-Bissau está a dar sinais claros de que valoriza a estabilidade e nós estaremos lá para os acompanhar no momento em que iniciam um novo caminho para a prosperidade. Foi importante criar uma confiança recíproca e, para nós, dar a conhecer ao governo e ao povo da Guiné-Bissau a forma como temos vindo a apoiar o desenvolvimento do país antes do golpe de estado, imediatamente após ao golpe de estado e após o período de transição”.

 Em 25 de Março de 2015, o governo participará numa importante reunião de doadores em Bruxelas, onde procurará obter apoio da comunidade internacional. O retiro e a apresentação do CEM foram uma forma de fornecer ao governo da Guiné-Bissau um conjunto de dados destinados a informar a sua estratégia de desenvolvimento ao longo das próximas semanas.

“O diagnóstico do Banco Mundial sobre os diversos sectores, desde os macroeconómicos a sectores tais como mineração, biodiversidade e infraestruturas de transportes, para apenas referir alguns, foi extremamente valioso para nós. O relatório também proporcionou um conjunto de planos de acção para aquilo que deveria ser feito ao longo dos próximos doze meses, o que vamos poder utilizar no nosso diálogo com outros doadores e parceiros com vista a começar a alcançar os nossos objectivos de desenvolvimento”, explicou S.Exa. Geraldo Martins, Ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau. 


Api