COMUNICADO À IMPRENSA

Integrar a gestão da água ajuda os países no campo da energia hidrelétrica, afirma a revisão da Estratégia de Recursos Hídricos do Grupo Banco Mundial

31 de Agosto de 2010




WASHINGTON, 31 de agosto de 2010 – Perante uma população mundial que deverá atingir nove bilhões em 2050, um desenvolvimento econômico que incentiva a demanda de mais e melhores alimentos e uma variabilidade hidrológica crescente causada pela mudança climática, a revisão da estratégia de recursos hídricos feita pelo Grupo Banco Mundial propõe melhor informação e um enfoque mais integrado na gestão da água.
 
Não podemos enfrentar as prioridades globais de segurança alimentar, energia renovável, adaptação à mudança climática, saúde pública e urbanização a não ser que manejemos melhor os recursos hídricos”, afirmou Julia Bucknall, Gerente do Sector de Recursos Hídricos do Banco Mundial. “E para gerenciar melhor os recursos hídricos não podemos realmente deixar de lado uma sólida análise hidrológica".
 
O Relatório Intermediário sobre o Andamento da Implementação da Estratégia de Recursos Hídricos – intitulado Sustentar os Recursos Hídricos para todos em uma mudança climática – reafirma a solidez da estratégia de recursos hídricos de 2003 e o histórico de implementação deste projeto do Grupo Banco Mundial.  Assinala uma classificação satisfatória dos resultados dos projetos do Banco Mundial em matéria de recursos hídricos e uma ênfase apropriada nos países de alta prioridade, ou seja, países cuja população enfrenta obstáculos no acesso à água.
 
O relatório, divulgado hoje na sede do Banco Mundial, faz eco às conclusões do estudo de março de 2010 do Grupo Independente de Avaliação (IEG) sobre a carteira de recursos hídricos do Banco Mundial. Ambas as revisões concluíram que, ao aumentarem os empréstimos no setor de recursos hídricos, melhorou o desempenho do projeto, obtendo classificações satisfatórias consistentemente mais altas do que a média de 75% de todo o Banco Mundial.
 
No entanto o relatório, preparado por Nancy Vandycke, também lamenta o progresso lento na realização do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio de reduzir pela metade a proporção de pessoas sem acesso a melhor saneamento, bem como no tocante à escassez contínua de dados confiáveis sobre a disponibilidade e uso da água.
 
Especificamente, o relatório, endossado pela Comissão sobre Eficácia do Desenvolvimento (CODE), instrui o Grupo Banco Mundial a:
 

  • Melhorar um enfoque integrado na gestão de recursos hídricos, a fim de atender à demanda crescente de água de uma forma resistente aos impactos climáticos;
  • Aumentar o apoio à energia hidrelétrica como a maior fonte de energia renovável e de baixo teor de carbono, incluindo projetos de alto risco e de infraestrutura de alta compensação;
  • Maior enfoque nos recursos hídricos para a adaptação e mitigação da mudança climática;
  • Maior assistência à gestão de recursos hídricos para a agricultura; e
  • Proporcionar, juntamente com os parceiros, melhor saneamento aos 1,6 bilhão de habitantes que ainda vivem sem ele tanto na zona rural como nas favelas urbanas em rápida expansão.


Inger Andersen, Vice-Presidente de Desenvolvimento do Banco Mundial, acolheu com satisfação o Relatório de Andamento, destacando a reafirmação do compromisso da instituição de ajudar os países em desenvolvimento a atualizarem ou construírem uma infraestrutura hidráulica adequada ou remover os obstáculos à mesma.
 
Foram explorados somente 23% do potencial de energia hidrelétrica dos países em desenvolvimento. Os benefícios para as pessoas de baixa renda podem ser enormes”, afirmou. “Para obter esses ganhos precisamos trabalhar em colaboração com as comunidades de forma proativa, a fim de identificar os benefícios locais, bem como gerenciar e reduzir quaisquer riscos associados a projetos hidrelétricos.  Dessa forma, todas as pessoas se beneficiarão, hoje e amanhã.”
 
Water Sector Manager Bucknall acolheu com satisfação a orientação proporcionada pelo relatório. “As conclusões do relatório mostram que a estratégia de 2003 identificou corretamente os fatores-chave que hoje influenciam o setor de recursos hídricos, a saber, a população, o crescimento, a urbanização e a mudança climática. As diretrizes estratégicas descritas neste relatório – alinhadas às conclusões-chave do relatório do IEG sobre recursos hídricos – orientarão o Programa “Water Anchor” do Banco Mundial e as regiões a partir de agora até 2013.” 

 

Contatos com a mídia:
Em Washington
Christopher Neal
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cneal1@worldbank.org

COMUNICADO À IMPRENSA Nº
2011/074/SDN

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