Brasil
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VISÃO GERAL: BRASIL
Com uma população de 205,3 milhões de pessoas e PIB real per capita de US$ 10.616 (2024), o Brasil é o maior país da América Latina. Apesar de seu tamanho e diversidade, o Brasil apresenta desigualdades raciais e de gênero que continuam a limitar oportunidades e a manter muitas famílias na pobreza.
O Brasil abrange 8,5 milhões de km², com acentuados contrastes regionais. De acordo com o Índice de Capital Humano (ICH), uma criança nascida no Brasil hoje alcançará apenas 55% do potencial produtivo que teria caso gozasse de acesso pleno à saúde e à educação. Acrescentando o desemprego à conta, esse índice cai para 33%. As desigualdades são especialmente marcantes: afro-brasileiros, povos indígenas e mulheres enfrentam barreiras significativas, enquanto os índices do ICH variam de cerca de 40% no Norte e Nordeste a 70% — valor comparável aos países da OCDE — no Sudeste.
Os recursos naturais do Brasil o posicionam para se beneficiar da transição global para economias de baixo carbono. No entanto, três quartos de suas emissões de gases de efeito estufa provêm da agropecuária e de mudanças no uso do solo. É urgente deter o desmatamento e ampliar a agricultura climaticamente inteligente. A Amazônia se aproxima de um ponto de inflexão ecológico, o que ameaça as chuvas, a agricultura, a geração hidrelétrica e o abastecimento de água em toda a região. Os esforços de proteção também devem abranger outros biomas vitais, como o Cerrado.
A agropecuária pode ser um motor dessa transição ao reduzir o desmatamento, expandir o uso sustentável da terra e aumentar a produtividade. A matriz energética — predominantemente de baixo carbono — do Brasil também cria oportunidades para reduzir as emissões nos setores de transporte, indústria e cidades a um custo relativamente baixo.
O Plano de Transformação Ecológica (PTE) do governo e as reformas recentes visam a promover um crescimento inclusivo e sustentável, com meta de desmatamento ilegal zero até 2030. Alcançar esses objetivos exigirá ação coordenada entre setores e níveis de governo, lançando as bases para a prosperidade de longo prazo.
Última atualização: 8 de abril de 2026
A economia brasileira tem demonstrado resiliência, com crescimento médio superior a 3% ao longo dos últimos três anos. O consumo privado robusto — sustentado por transferências sociais — impulsionou a demanda, enquanto os serviços e a agropecuária lideraram a expansão pelo lado da oferta. O mercado de trabalho em expansão contribuiu para a redução da pobreza e da desigualdade.
Para sustentar o crescimento diante das mudanças demográficas, o Brasil precisa de reformas adicionais para aumentar a produtividade, especialmente fora da agropecuária. As prioridades fundamentais incluem melhorar o ambiente de negócios, fomentar a inovação e a abertura comercial, fortalecer a educação, aumentar a poupança e o investimento em infraestrutura, e ampliar a resiliência climática. A recente reforma tributária indireta deverá incrementar a produtividade, reduzir os custos de conformidade e simplificar o sistema tributário. No entanto, o envelhecimento da população pressionará as finanças públicas.
O PIB real cresceu 3,4% em 2024, mas deve desacelerar para 2,3% em 2025 e 1,6% em 2026, em função das taxas de juros mais elevadas, de um ambiente externo mais fraco e da desaceleração do consumo das famílias. A inflação deve declinar gradualmente para 4,2% até 2027, dentro da faixa-alvo do Banco Central. A pobreza (a US$ 6,85/dia) diminuiu de 21,7% em 2023 para 20,9% em 2024, sustentada pela forte criação de empregos (2,8 milhões de novos postos), pelo desemprego em nível recorde (6,2%) e por um aumento de 4,8% nos salários reais. No entanto, a redução da pobreza pode desacelerar em razão do espaço fiscal limitado e da desaceleração do crescimento no setor de serviços, que emprega 80% dos pobres.
O déficit fiscal primário encolheu de 2,3% do PIB em 2023 para 0,3% em 2024, refletindo maiores receitas e menores despesas. A dívida pública bruta aumentou de 73,8% para 76,5% do PIB, principalmente devido ao maior pagamento de juros. A rigidez orçamentária e os gastos indexados restringem o espaço fiscal para investimentos. Enfrentar as despesas relacionadas ao envelhecimento da população, especialmente as aposentadorias, e ampliar a base tributária são fundamentais para a sustentabilidade fiscal.
O Brasil mantém sólidos amortecedores macroeconômicos, incluindo amplas reservas internacionais, baixo endividamento externo, um Banco Central crível e flexibilidade cambial.
Última atualização: 8 de abril de 2026
O progresso no Brasil tem importância global, pois melhorias nas condições de vida dentro do país podem impactar positivamente o mundo, e vice-versa. O Grupo Banco Mundial está comprometido em apoiar os esforços do Brasil para acelerar o crescimento da produtividade e reduzir a pobreza e a desigualdade, dentro de um marco de sustentabilidade fiscal e ambiental. Esse compromisso visa construir um futuro com oportunidades para todos e ajudar o país a realizar seu potencial como líder no desenvolvimento verde e compatível com o clima.
No Brasil, a demanda por apoio do Grupo Banco Mundial é substancial. O Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) gerencia atualmente uma carteira de 56 projetos, totalizando US$ 10,07 bilhões em compromissos. Isso inclui 44 projetos de investimento (US$ 5,59 bilhões), nove operações de política de desenvolvimento (US$ 3,98 bilhões) e três operações de programa por resultados (US$ 498,3 milhões).
As solicitações de financiamento do BIRD por parte de estados, municípios e ministérios federais frequentemente superam o volume de garantias federais alocadas pela União a instituições financeiras internacionais (IFIs), necessárias para viabilizar os empréstimos. Essa forte demanda, aliada aos diversos desafios de desenvolvimento do Brasil, exige uma programação inovadora e uma abordagem mais ambiciosa para os esforços do Grupo Banco Mundial para mobilizar capital privado e melhorar os mercados.
O apoio da IFC ao setor privado — por meio de empréstimos, investimentos de capital e serviços de consultoria para estruturação de projetos — tem crescido ano após ano, contribuindo para o crescimento econômico e a geração de empregos no Brasil. A IFC comprometeu US$ 11,6 bilhões em novos investimentos no país durante o ano fiscal encerrado em junho de 2025, incluindo recursos próprios e fundos mobilizados de terceiros. Com uma carteira de investimentos de US$ 7,1 bilhões no ano fiscal 2025 (de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025), o Brasil representa agora a segunda maior carteira de investimentos da IFC no mundo.
Embora a demanda dos investidores por garantias da MIGA tenha sido historicamente baixa, ela começou a crescer: a exposição bruta total saltou de US$ 101 milhões em março de 2024 para US$ 1,55 bilhão em julho de 2025, com novos investimentos em energia renovável, infraestrutura, inclusão financeira e projetos climáticos.
Última atualização: 8 de abril de 2026
O Marco de Parceria com o País (CPF) do Grupo Banco Mundial para o Brasil para os anos fiscais de 2024 a 2028 foi elaborado para ajudar o Brasil a construir uma economia mais produtiva, inclusiva e sustentável.
O CPF está estreitamente alinhado com o Plano Plurianual (PPA) 2024–2027 do Governo Federal brasileiro e com o Plano de Transformação Ecológica (PTE). Ele se concentra em três resultados principais: maior produtividade e emprego, maior inclusão das populações pobres e desatendidas e uma economia mais verde com menor vulnerabilidade a choques climáticos.
As prioridades fundamentais incluem a consolidação fiscal, a melhoria da efetividade governamental e reformas regulatórias para reduzir os custos de transação e aumentar a competitividade. O CPF apoia o desenvolvimento inclusivo e sustentável, a melhor gestão dos recursos naturais, a expansão da energia limpa e o desenvolvimento de cidades verdes e resilientes.
Ele também enfatiza o fortalecimento da proteção social e da educação para grupos em desvantagem, o avanço de reformas institucionais, a promoção da transparência e o combate à corrupção. A mobilização de capital privado é um objetivo central, com a IFC e a MIGA desempenhando papéis fundamentais. O CPF incentiva uma colaboração estreita com os parceiros de desenvolvimento.
O CPF anterior, que abrangeu os anos fiscais de 2018 a 2023, foi significativamente ajustado na Revisão de Desempenho e Aprendizagem de 2022, em resposta à pandemia de COVID-19.
Última atualização: 8 de abril de 2026
Na área de Pessoas, o Banco Mundial apoiou o Bolsa Família, que tirou milhões da pobreza e estabeleceu padrões de referência para transparência e resposta a crises. Contribuiu para reformas educacionais no Ceará, que inspiraram mudanças em todo o país, e apoiou o Sistema Único de Saúde (SUS), reconhecido como um dos sistemas de saúde pública mais avançados do mundo. O Banco também promoveu oportunidades para povos indígenas (https://dgmbrasil.org.br/), afro-brasileiros, mulheres e jovens, avançando na legislação sobre responsabilidade social, prevenção da violência e redução de disparidades.
Em Prosperidade, o Grupo Banco Mundial apoiou a primeira parceria público-privada (PPP) do Brasil na Linha 4 do Metrô de São Paulo e, desde então, tem apoiado um programa de PPPs que desbloqueou US$ 8,5 bilhões em investimentos privados ao longo de uma década, melhorando a mobilidade urbana e os serviços. Seu trabalho analítico e assistência técnica ajudaram a avançar em reformas fiscais e estruturais, incluindo a reforma da previdência de 2019, a classificação da capacidade de endividamento dos estados (CAPAG) e a reforma tributária indireta. Iniciativas como a série Progestão apoiam a eficiência fiscal e reformas de gestão em vários estados e municípios.
No pilar Planeta, desde a década de 1990, o Banco Mundial tem apoiado a demarcação de terras na Amazônia, reservas comunitárias, manejo florestal certificado e fortalecimento institucional. Tem liderado esforços nos biomas do Cerrado e da Caatinga para a gestão sustentável da água, da agricultura e do uso do solo. A IFC foi pioneira em instrumentos de financiamento sustentável, como os primeiros empréstimos vinculados à sustentabilidade e empréstimos azuis, títulos sociais e empréstimos com cláusulas de desmatamento zero. Em 2023, o Brasil emitiu seu primeiro título soberano de sustentabilidade, com o apoio do Grupo Banco Mundial e do BID, abrindo novas oportunidades para o financiamento sustentável.
O Grupo Banco Mundial continuará priorizando engajamentos de alto impacto que vão além da escala de seu financiamento, apoiando o desenvolvimento do Brasil nesses três pilares.
Última atualização: 8 de abril de 2026
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