REPORTAGEM

É possível viver com pouca água?

9 de Dezembro de 2016


No Ceará, nordeste brasileiro, que vive o quinto ano consecutivo de seca, três experiências ajudam os camponeses a enfrentar a escassez hídrica e podem se tornar um modelo para o planeta.

World Bank Group

Em 2030, quase metade da população global viverá em estresse hídrico – situação em que a demanda por água supera a oferta – se não forem mudados os atuais níveis de poluição e consumo. O dado, apresentado neste ano pelo Painel Internacional de Recursos (IRP) do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), dá o alerta para que cada vez mais a humanidade encontre formas inteligentes e econômicas de uso.

Enquanto isso, no Ceará, que vive o quinto ano consecutivo de seca, três experiências têm ajudado os moradores do campo a encarar melhor o período e podem se tornar um modelo para o planeta. Uma delas é o gerenciamento coletivo dos sistemas de abastecimento de água, em um esquema que hoje atende a 531 mil pessoas em 1.344 comunidades rurais. O Sistema Integrado de Saneamento Rural (SISAR) é analisado em detalhes no volume 13 da Série Água Brasil, do Banco Mundial. 

Outra estratégia consiste na adoção de um sistema de informações sobre saneamento, usado em mais 10 países da América Latina. Finalmente, um projeto piloto levou a 15 famílias uma tecnologia de reutilização da água usada no banho e na cozinha. O plano é alcançar mais 70.

Uma das agricultoras beneficiadas por essas iniciativas, Niédia Barbosa, da comunidade de Cristais, lembra do tempo em que convivia ao mesmo tempo com a pouca disponibilidade de recursos hídricos e com a lama que se formava em seu terreno, resultado da falta de saneamento. “Com a tecnologia de reúso, acabou-se o problema e temos água tratada para cultivar vegetais sem agrotóxicos”, conta.

Conheça a experiência dela e de outros agricultores neste vídeo. 


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