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LUANDA, 24 de junho de 2026— Angola e o Grupo Banco Mundial lançaram hoje o Pacto AgriConnect do país, um quadro nacional para impulsionar a produção alimentar interna, criar emprego e mobilizar o investimento privado nas cadeias de valor agrícolas. O Pacto reúne o governo, o sector privado, instituições financeiras, parceiros de desenvolvimento e organizações de agricultores em torno de uma agenda comum para transformar o sector agrícola do país. Até 2030, o AgriConnect Angola tem como objectivos criar até 700 000 postos de trabalho, gerar até 2,2 mil milhões de dólares em valor acrescentado anual e mobilizar até 1,45 mil milhões de dólares em financiamento público e privado.
Angola dispõe de mais de 58 milhões de hectares de terra arável e de condições agro-climáticas favoráveis, e a agricultura garante o sustento de mais de metade da população activa. No entanto, a produtividade é baixa e o país gasta aproximadamente 3 mil milhões de dólares por ano em importações alimentares.
O Pacto irá apoiar investimentos e reformas coordenados ao longo de toda a cadeia de valor. Do lado da produção e dos mercados, o AgriConnect irá impulsionar o processamento, a logística e os serviços agrícolas, gerando oportunidades de emprego e empreendedorismo para mulheres e jovens. Ao melhorar a produtividade, reduzir as perdas pós-colheita e reforçar as ligações entre os mercados e os agricultores, contribuirá para aumentar a produção alimentar interna, abastecendo simultaneamente o crescente sector de agroprocessamento de Angola.
O Pacto criará igualmente as condições necessárias para um crescimento sustentável do sector privado, reforçando as parcerias entre agricultores, agroempresas, instituições financeiras e fornecedores de tecnologia. O objectivo é alargar o acesso a insumos, financiamento e mercados em condições comercialmente viáveis, apoiando simultaneamente reformas na administração fundiária, na gestão da água, na segurança alimentar e no ambiente de investimento para o agronegócio.
” A transformação da agricultura angolana dependerá da capacidade de mobilizar empresários, investidores, cooperativas, agro-industriais e instituições financeiras para assumirem um papel cada vez mais activo na modernização do sector", afirmou Isaac dos Anjos, do Ministério da Agricultura e Florestas de Angola. "O governo continuará a criar as condições necessárias para estimular este investimento através de políticas públicas adequadas, reformas institucionais e a melhoria do ambiente de negócios."
O Pacto apoia igualmente a resiliência de Angola, promovendo práticas de desenvolvimento inteligente, uma melhor gestão da água e cadeias de valor mais resilientes, para ajudar os agricultores a gerir os impactos da seca, das cheias e de outros choques associados. O Grupo Banco Mundial está a preparar uma operação de financiamento subsequente, centrada em cadeias de valor agrícolas competitivas e no desenvolvimento do agronegócio, com atenção às oportunidades ao longo dos corredores de desenvolvimento de Malanje e do Lobito.
"Angola tem a terra, a água, as pessoas e a vontade de transformar a sua economia através do agronegócio. O que é necessário agora é ligar os pontos para desbloquear um crescimento sustentado. O AgriConnect oferece essa plataforma tão necessária", disse Albert Zeufack, Director de Divisão do Banco Mundial para Angola, Burundi, a República Democrática do Congo (RDC) e São Tomé e Príncipe. "O AgriConnect consiste em ligar os agricultores aos mercados, à tecnologia e ao financiamento, e em criar oportunidades económicas reais para os jovens e as mulheres."
A iniciativa está plenamente alinhada com o Plano Nacional de Desenvolvimento de Angola 2023–2027, que identifica a agricultura e o agronegócio como motores essenciais da diversificação económica e do desenvolvimento rural.
Sobre o AgriConnect
O AgriConnect é uma iniciativa do Grupo Banco Mundial para transformar a agricultura de 300 milhões de pequenos agricultores até 2030. Conta com o apoio de parceiros como o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), a Google e a Bayer.
Contactos:
World Bank Media Relations:press@worldbank.org
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