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Grupo Banco Mundial está pronto para fornecer até US$ 100 bilhões aos países afetados ao longo de 15 meses.

WASHINGTON, 11 de junho de 2026 — O conflito no Oriente Médio deve desacelerar o crescimento global para a taxa mais baixa desde o início da pandemia de Covid-19, em meio a preços de energia mais altos, inflação mais acentuada e aumento dos custos de empréstimos, segundo a edição mais recente do relatório Perspectivas Econômicas Globais do Grupo Banco Mundial.

A previsão é que o crescimento global caia para 2.5% em 2026, o que representa uma desaceleração em relação aos 2,9% registrados em 2025. As previsões para dois terços das economias foram rebaixadas em relação a janeiro deste ano. Em 2027, o crescimento global deve melhorar e atingir 2.8%, mas ainda assim permanecerá 0.4 ponto percentual abaixo da média observada durante a década de 2010. O fraco crescimento das economias em desenvolvimento tem estagnado seu progresso rumo aos níveis de renda das economias mais avançadas. Até 2028, as economias em desenvolvimento, com exceção da China e da Índia, terão vivido coletivamente quase uma década sem progresso na redução da diferença de renda per capita em relação às economias avançadas, segundo o relatório.

“Os países em desenvolvimento enfrentaram uma série de desafios ao longo da última década”, disse Ajay Banga, Presidente do Grupo Banco Mundial. “O impacto é diferente em cada país, mas a dificuldade é sempre a mesma: proteger as pessoas e preservar a estabilidade hoje, sem abrir mão do crescimento e dos empregos amanhã. Em resposta ao atual choque, estamos oferecendo liquidez onde ela é necessária agora e estamos prontos para oferecer financiamento adicional, garantias e soluções do setor privado caso as pressões aumentem. Nosso trabalho é ajudar os países a estabilizar seu rumo, manter as reformas em andamento e sair mais fortes do outro lado”.

Segundo o relatório, o fechamento do Estreito de Ormuz afetou gravemente os mercados de energia. Segundo projeções, o barril de petróleo bruto Brent fechará o ano de 2026 a um preço médio de US$ 94, 36% acima dos níveis de 2025 — desde que as principais disrupções se reduzam em julho. A previsão é que os preços dos fertilizantes aumentem de forma significativa este ano, com efeitos indiretos nos preços dos alimentos. Em conjunto, essas pressões estão elevando a inflação global, que deve atingir 4.0% este ano — um aumento substancial em relação aos 3,3% de 2025.

No entanto, os riscos negativos são significativos. Se as interrupções no fornecimento de energia forem mais graves do que o previsto e vierem acompanhadas por um grande estresse financeiro, o crescimento global pode cair para apenas 1,3% em 2026, o que elevaria a inflação para 4,4%.

Segundo as previsões, este ano, os índices de crescimento das economias em desenvolvimento devem atingir seus níveis mais baixos desde a pandemia (3.6%), abaixo dos 4,4% de 2025, antes de atingirem 4.2% em 2027. As economias do Golfo diretamente afetadas pelo conflito devem ser as mais prejudicadas: seu crescimento deve cair de 3,9% em 2025 para quase zero em 2026. O relatório prevê que o crescimento se recuperará nessas economias para cerca de 5% em 2027–2028, à medida que o comércio se reaquecer e os gastos com a reconstrução começarem.

O Grupo Banco Mundial está empenhado em apoiar todos os países em desenvolvimento no enfrentamento de crises. Em resposta ao conflito no Oriente Médio, o GBM está disponibilizando imediatamente até US$ 50 bilhões ou US$ 60 bilhões por meio dos instrumentos existentes, incluindo US$ 25 bilhões de recursos pré-acordados. Isso pode fortalecer as redes de proteção social para as pessoas mais vulneráveis, aumentar a capacidade fiscal dos países e fornecer capital de giro e suporte de liquidez a empresários e agricultores. Até o momento, mais de 30 países estão trabalhando ativamente com o Grupo Banco Mundial para melhorar a prontidão e permitir uma rápida resposta à crise no âmbito deste plano de resposta. Caso o conflito e suas consequências econômicas persistam, o Grupo Banco Mundial poderá ampliar seu apoio para disponibilizar entre US$ 80 bilhões e US$ 100 bilhões ao longo de 15 meses.

A expectativa é que o Sul da Ásia apresente o crescimento mais forte entre todas as regiões em 2026, mas mesmo esse crescimento registrará uma desaceleração significativa: de 7% em 2025 para 6,3% em 2026, segundo o relatório. A África Subsaariana também registra desaceleração do crescimento, com forte pressão da inflação, incluindo o alto preços dos alimentos devido à escassez de fertilizantes e ao aumento dos preços.

“O conflito tem afetado a atividade global, mas toda crise também traz uma oportunidade”, disse Ayhan Kose, economista-chefe adjunto do Grupo Banco Mundial e diretor do Grupo de Perspectivas. “Este momento deve ser aproveitado para fortalecer os marcos de políticas públicas, investir em infraestrutura, acelerar reformas que facilitem os negócios e mobilizar capital privado para apoiar a geração de empregos em grande escala.”

Os capítulos especiais do relatório examinam os desafios fiscais enfrentados pelas economias em desenvolvimento. Cerca de dois terços das economias em desenvolvimento — e quase 90% dos países de renda baixa — exportam commodities. No entanto, essas economias tendem a ter posições fiscais mais frágeis que outras economias em desenvolvimento, uma vez que enfrentam receitas mais voláteis e menos diversificadas. Cinco anos após um choque positivo nos preços das commodities, grande parte da receita extra foi gasta, em vez de ser poupada para fortalecer a situação fiscal. Para gerir a volatilidade dos preços das commodities, os formuladores de políticas públicas devem se apoiar em marcos robustos, tais como regras fiscais bem concebidas e fundos soberanos com claras regras de estabilização, juntamente com uma melhor mobilização de receitas internas e uma maior diversificação da economia.

Outro capítulo explora como os crescentes níveis de endividamento estão dificultando a resposta dos países a crises e o investimento em prioridades de desenvolvimento de longo prazo — e, consequentemente, elevando os custos dos empréstimos. Desde 2010, a dívida pública agregada das economias em desenvolvimento subiu de menos de 40% do PIB para mais de 70%. A análise conclui que quanto mais endividado um país já estiver, mais acentuados serão os aumentos dos custos de empréstimos adicionais. Esse efeito é especialmente grave nos países mais vulneráveis. Para países com razões altas entre dívida e PIB, a redução dos níveis de endividamento pode gerar benefícios financeiros significativos: maior espaço fiscal para investir em infraestrutura, saúde e educação, o que impulsionaria o crescimento econômico e a geração de empregos.

Faça o download do relatório completo em https://www.worldbank.org/gep

Faça o download dos dados de crescimento.

Faça o download dos gráficos.

Perspectivas regionais:

Leste Asiático e Pacífico: O crescimento deve desacelerar para 4.2% em 2026, antes de se firmar em 4.4% em 2027. Para mais informações, consulte o panorama regional.

Europa e Ásia Central: O crescimento deve cair para 2.1% em 2026, antes de retornar a 2.3% em 2027. Para mais informações, consulte o panorama regional.

América Latina e Caribe: O crescimento deve cair para 2.2% em 2026, antes de subir para 2.5% em 2027. Para mais informações, consulte o panorama regional.

Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão: A previsão é que o crescimento caia para 1.6% em 2026, antes de se recuperar para 5.0% em 2027. Para mais informações, consulte o panorama regional.

Sul da Ásia: O crescimento deve desacelerar para 6.3% em 2026, antes de subir para 6.9% em 2027. Para mais informações, consulte o panorama regional.

África Subsaariana: O crescimento deve cair para 4.0% em 2026, antes de subir para 4.4% em 2027. Para mais informações, consulte o panorama regional.

O Grupo Banco Mundial é uma das maiores fontes de financiamento e conhecimento para os países em desenvolvimento no mundo todo. Há mais de oito décadas, o Grupo Banco Mundial combina financiamento e experiência prática para criar empregos e oportunidades em países em desenvolvimento. Trabalhamos com parceiros públicos e privados para construir economias mais resilientes e alcançar nossa visão de um mundo livre da pobreza num planeta habitável. Nosso Banco de Conhecimento replica e amplia soluções comprovadas para enfrentar os desafios de desenvolvimento mais urgentes do mundo.

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