WASHINGTON, 22 de Janeiro de 2026 — O Conselho de Administração do Grupo Banco Mundial aprovou um novo Quadro de Parceria com o País para Moçambique, para o período de 2026 a 2031. Num momento em que Moçambique enfrenta os graves impactos das recentes cheias, que evidenciam a vulnerabilidade do país a desastres naturais, expressamos as nossas mais sentidas condolências e solidariedade a todas as comunidades afectadas.
O CPF responde a estes desafios, dando prioridade à resiliência e ao crescimento inclusivo, e estabelece um programa estratégico de cinco anos destinado a desbloquear oportunidades económicas e criar mais e melhores empregos para a jovem população do país, tirando partido dos seus abundantes recursos naturais e da sua localização geográfica estratégica.
A nova estratégia reflecte o compromisso do Grupo Banco Mundial em apoiar a visão de Moçambique para um desenvolvimento inclusivo e resiliente. Está alinhada com as prioridades nacionais de acelerar a transformação económica, reforçar as instituições e expandir as oportunidades para jovens e mulheres.
Apoiado nos esforços do Governo para revitalizar os corredores económicos, o CPF concentra-se nos sectores de energia, agronegócio e turismo, ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento de uma força laboral qualificada, reforça a estabilidade macrofiscal e aborda factores de fragilidade. Estas prioridades materializam‑se em quatro resultados que orientam o apoio do CPF: reforço da estabilidade macrofiscal; melhoria das competências da força laboral; expansão do acesso à energia e dinamização dos corredores económicos; e aumento dos empregos gerados pelo sector privado nos sectores do agronegócio e do turismo.
“Este novo CPF representa um ajustamento selectivo no nosso envolvimento com Moçambique, de forma a reflectir a nossa ênfase na criação de emprego”, afirmou Fily Sissoko, Director de Divisão do Banco Mundial para Moçambique, Madagáscar, Ilhas Maurícias, Seicheles e Comores. “Ao concentrarmo-nos nos corredores económicos e em sectores com elevado potencial de criação de postos de trabalho, como energia, agronegócio e turismo, procuramos mobilizar cerca de 2,5 mil milhões de dólares ao longo do período do CPF, ajudando Moçambique a transformar a sua riqueza natural em oportunidades concretas e melhores empregos, sobretudo para jovens e mulheres.”
Durante este novo ciclo de parceria, serão mobilizados instrumentos financeiros de todo o Grupo Banco Mundial para ajudar a atrair investimento privado, incluindo garantias, financiamento combinado (blended finance) e serviços de consultoria, nomeadamente através de iniciativas emblemáticas como a Mission 300 e a AgriConnect.
“Este CPF chega num momento crucial para Moçambique, em que o papel do sector privado é fundamental para gerar empregos em grande escala e alcançar as ambições de desenvolvimento do país”, afirmou Cláudia da Conceição, Directora Regional da Corporação Financeira Internacional para a África Austral. “Estamos empenhados em apoiar o sector privado e em facilitar o diálogo entre os actores públicos e privados, a fim de desbloquear o enorme potencial do país para oportunidades de investimento.”
“A Plataforma de Garantias do Grupo Banco Mundial, sediada na Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA), em coordenação com a agenda robusta de reformas prevista neste CPF, está bem posicionada para mitigar riscos e incentivar o investimento privado em sectores prioritários, como energia, agronegócio e turismo, catalisando capital e criando empregos”, acrescentou Şebnem Erol Madan, Directora para Economia e Sustentabilidade da MIGA.
Adicionalmente, o Conselho de Administração do Grupo Banco Mundial aprovou o acesso de Moçambique a cerca de 450 milhões de dólares através da Janela para Prevenção e Resiliência. (Prevention and Resilience Window). Este apoio visa ajudar o país a prevenir e reduzir conflitos, mitigar factores de fragilidade e reforçar a estabilidade nos próximos anos.
O CPF foi desenvolvido em consulta com o Governo de Moçambique, a sociedade civil, o sector privado e parceiros de desenvolvimento. Baseia-se nas lições do CPF anterior e está alinhado com as prioridades estratégicas do país e com os objectivos do Grupo Banco Mundial de pôr fim à pobreza extrema e promover a prosperidade partilhada num planeta habitável.