WASHINGTON, DC, 22 de dezembro de 2025 — O Conselho de Diretores do Banco Mundial aprovou a primeira fase da Abordagem Programática Multifásica de Eletromobilidade no Brasil (MPA, na sigla em inglês), para ajudar cidades a modernizar seus sistemas de transporte público, melhorar a qualidade do serviço e reduzir emissões com a introdução de ônibus elétricos (e-buses) e infraestrutura associada.
A Fase 1, implementada pela Caixa Econômica Federal (Caixa), representa um investimento de US$ 500 milhões em mobilidade urbana mais limpa e eficiente. A operação apoiará a criação de uma linha de crédito nacional para financiar a substituição de ônibus a diesel por e-buses, a modernização de garagens e redes de distribuição de energia, além da oferta de assistência técnica a cidades e operadores. Ao catalisar novos investimentos ao longo da cadeia de valor da mobilidade elétrica, o programa deverá gerar empregos na fabricação, operações, manutenção e serviços de alta qualificação, apoiando uma transição de força de trabalho justa e inclusiva.
“O Projeto de Eletromobilidade contribui para reduzir emissões e melhorar a qualidade do ar nas cidades brasileiras, marcando um avanço significativo na modernização do transporte público por meio de serviços mais eficientes e sustentáveis. Viabilizada pela parceria estratégica entre a Caixa e o Banco Mundial, essa iniciativa assegura investimentos, assistência técnica e inovação para acelerar a transição energética e alinhar o país às metas nacionais de descarbonização”, afirmou Jean Rodrigues Benevides, vice-presidente em exercício da Caixa.
“Este programa é um ponto de inflexão para o transporte urbano no Brasil. Ele vai melhorar o deslocamento diário, reduzir emissões e abrir novas oportunidades para empregos de qualidade”, disse Cécile Fruman, diretora do Banco Mundial para o Brasil. “Ao combinar investimento em ônibus elétricos e infraestrutura com reformas institucionais e fortalecimento de capacidades, o Brasil pode atrair capital privado, fortalecer sua indústria doméstica e tornar o transporte público mais confiável e inclusivo para milhões de usuários.”
O Objetivo de Desenvolvimento do Projeto é melhorar a qualidade e reduzir as emissões do transporte público nas cidades brasileiras. A Fase 1 apoiará a implantação de aproximadamente 540 e-buses e da infraestrutura correspondente de recarga e de rede elétrica, beneficiando diretamente cerca de 1,3 milhão de moradores que vivem próximos a corredores de transporte público e aproximadamente 280 mil usuários e motoristas regulares. Veículos mais limpos e serviços mais confiáveis ajudarão a reduzir ruído, emissões de gases de efeito estufa (GEE) e poluição do ar nas cidades participantes.
Investimento e criação de empregos
No Componente 1 (US$ 490 milhões), a Caixa oferecerá linhas de crédito dedicadas para frotas de e-buses e infraestrutura associada, incluindo garagens, estações de recarga, melhorias na rede elétrica e medidas complementares como ciclovias e melhorias de acessibilidade. Espera-se que esses investimentos estimulem a demanda por e-buses e componentes produzidos no país, aproveitando a forte base industrial brasileira na fabricação de ônibus e ajudando a sustentar e criar empregos em linhas de montagem, cadeias de suprimentos, construção e operações e manutenção de longo prazo.
O Componente 2 (US$ 10 milhões) financiará uma Facilitação de Desenvolvimento de Projeto e o fortalecimento institucional. Isso inclui apoio à estruturação de projetos bancáveis de eletromobilidade, o aprimoramento dos sistemas de avaliação da Caixa e o desenvolvimento de um serviço de mercado de carbono para agregar e comercializar créditos provenientes de projetos de e-buses. O projeto também inclui medidas direcionadas para ampliar a participação de mulheres na força de trabalho da eletromobilidade, oferecendo capacitação profissional e apoio à colocação no mercado para cobradoras e outras trabalhadoras em transição para funções como motoristas, técnicas e gestoras de frota, em um ambiente de trabalho mais seguro e limpo.
Espera-se que o programa mobilize investimentos públicos e privados adicionais ao longo do tempo, ao melhorar modelos de negócio, contratos de concessão e mecanismos de compartilhamento de riscos. Ao enfrentar barreiras-chave, como a falta de financiamento de longo prazo, capacidade técnica limitada e restrições da rede elétrica, a operação ajudará a preparar o terreno para uma segunda onda de mobilização de capital privado e maior criação de empregos no setor de mobilidade elétrica.
Implementação e alinhamento com metas climáticas
A Caixa atuará como intermediária financeira e agência implementadora da Fase 1, valendo-se de sua ampla experiência em financiamento de infraestrutura e de sua presença nacional em 99% dos municípios brasileiros. Uma unidade dedicada de gestão do projeto coordenará as operações de crédito, a assistência técnica e a gestão de riscos ambientais e sociais, em conformidade com o Quadro Ambiental e Social do Banco Mundial.
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