WASHINGTON, DC, 16 de dezembro de 2025 — O Conselho de Diretores do Banco Mundial aprovou uma nova operação para fortalecer a sustentabilidade fiscal e promover o desenvolvimento econômico no Estado do Piauí. Este Financiamento de Políticas de Desenvolvimento (DPF, na sigla em inglês) apoiará reformas para melhorar a qualidade do gasto público e ampliar a participação do setor privado na gestão de recursos hídricos e fundiários, áreas fundamentais para o crescimento de longo prazo do estado.
Representando um pacote de apoio financeiro de JPY 58 bilhões (cerca de US$ 376,6 milhões), a operação ampliará o espaço fiscal e aprimorará as condições regulatórias, contribuindo para a geração de empregos, o estímulo ao investimento privado e o fortalecimento de oportunidades econômicas, especialmente na agricultura e na gestão de recursos naturais.
“O Piauí assegurou uma operação do Banco Mundial para fortalecer sua sustentabilidade fiscal. O apoio endossa o Novo Regime Fiscal, que introduz tetos de gastos, metas fiscais e melhorias na Gestão de Investimentos Públicos (GIP), ajudando a preservar as condições de crédito do estado”, afirmou o governador do Piauí, Rafael Fonteles. “Essa solidez fiscal permitirá avanços adicionais na gestão de recursos hídricos, infraestrutura e regularização fundiária, impulsionando o investimento privado, o desenvolvimento econômico e a geração de empregos em todo o estado.”
“Esta operação fortalece a capacidade do Piauí de oferecer melhores serviços públicos e abre novas oportunidades para um crescimento sustentável e inclusivo”, ressaltou Cécile Fruman, diretora do Banco Mundial para o Brasil. “Ao avançar em reformas fiscais e modernizar a gestão de recursos hídricos e fundiários, o estado dá passos essenciais para melhorar a resiliência, atrair investimento privado e gerar mais e melhores empregos para a população, assegurando que as oportunidades econômicas cheguem a quem mais precisa.”
Áreas-chave apoiadas:
• Sustentabilidade fiscal e eficiência do gasto público: A operação apoia a adoção de um arcabouço fiscal para reduzir despesas correntes, modernizar compras públicas e introduzir um novo sistema de gestão de investimentos públicos. Espera-se que essas medidas elevem a razão de poupança corrente para 8% das receitas até 2026 e aprimorem a qualidade dos projetos de investimento público.
• Eficiência do setor de água e participação do setor privado: As reformas fortalecem a autonomia financeira do regulador estadual de água, modernizam a cobrança de água bruta para promover o uso eficiente e incentivam o investimento privado em abastecimento de água e saneamento — ampliando o acesso e melhorando os serviços para famílias de baixa renda e mulheres.
• Regularização fundiária: A digitalização do sistema de regularização fundiária reduzirá os prazos de processamento de 90 para 30 dias, ampliará a segurança jurídica para pequenos proprietários e apoiará o desenvolvimento agrícola sustentável. Maior segurança da terra e melhor governança também devem fomentar o investimento, a produtividade rural e o emprego no campo.
Essas reformas estão alinhadas com o Plano Plurianual 2024-2027 do Brasil, com a estratégia de desenvolvimento de longo prazo do estado e com o Quadro de Parceria com o País do Banco Mundial para o Brasil. A operação contribui para a agenda de clima e sustentabilidade do país ao aprimorar a governança da água, reduzir pressões ambientais e promover o uso sustentável dos recursos naturais.
O DPF também complementa o apoio contínuo do Banco Mundial ao estado por meio dos projetos Progestão Piauí e Piauí — Pilares de Crescimento e Inclusão Social – Fase 2, que reforçam a capacidade institucional e a implementação de reformas prioritárias.
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