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COMUNICADO À IMPRENSA 2 de Abril de 2019

Moçambique recebe 148 milhões USD para aumentar o acesso à eletricidade em cinco províncias mais pobres

WASHINGTON, 2 de abril de 2019 - O Banco Mundial aprovou no dia 28 de março de 2019 uma doação financeira no valor de 82 milhões USD para aumentar o acesso à eletricidade em cinco das províncias mais pobres de Moçambique, nomeadamente Niassa, Nampula, Zambézia, Cabo Delgado e Sofala. O projeto beneficiará igualmente do financiamento providenciado por um mecanismo multi-doador de fundos fiduciários [Multi-Donor Trust Fund (MDTF)], administrado pelo Banco Mundial, no valor de 66 milhões USD. Os financiadores do MDTF são a Suècia, Noruega e EU. Com potencial para beneficiar cerca de 1,5 milhões de pessoas, este financiamento será utilizado na implementação do projecto Energia para Todos do Governo de Moçambique (GdM), também conhecido como ProEnergia

“A relação entre pobreza e a falta de acesso à eletricidade está estabelecida há bastante tempo,” observou Mark Lundell, diretor do Banco Mundial para Moçambique. “Este projecto faz parte da nossa abordagem multifacetada à redução da pobreza através da expansão do acesso à energia em Moçambique.” De facto, cerca de 70 por cento dos moçambicanos não têm acesso à electricidade, o que é inferior à média da África Subsaariana. Este projecto contribui para a implementação da Estratégia Nacional de Electrificação (NES) do GdM, conhecida de “Programa Nacional de Energia para Todos”, alargando o acesso à electricidade às áreas peri-urbanas e rurais e expandindo e densificando as redes existentes, bem como promovendo a utilização de soluções energéticas fora da rede nas áreas em que a extensão da rede é considerada economicamente inviável.

"Vamos procurar aproveitar as economias de escala na infraestrutura da rede existente," observou Zayra Romo, líder da equipe do projeto pelo Banco Mundial. Embora a rede existente alcance todos os 154 distritos do país, um número significativo de domicílios e empresas ainda não está conectado à rede. Este projeto utilizará a infraestrutura existente para construir redes de distribuição adicionais, conectando novos utentes; o projeto irá igualmente lançar de forma piloto um novo modelo de negócios para promover o desenvolvimento de soluções de energia fora da rede. "Estima-se que 272 mil novos clientes receberão serviços de eletricidade como resultado deste projeto, representando cerca de 1,45 milhão de pessoas, das quais 74% estão em áreas rurais," acrescentou.

Esta operação faz parte de um esforço coordenado pela comunidade de doadores para implementar o NES e está em total alinhamento com a estratégia atual do Banco Mundial para o período 2017-21 para Moçambique, conhecida como Quadro de Parcerias com o País, ou simplesmente CPF, na sua sigla em Inglês. O projeto apoia a implementação das principais prioridades da estratégia, tais como a Promoção do Crescimento Diversificado e Maior Produtividade; e o Investimento em Capital Humano; ambos dependem do acesso à energia para a sua materialização. O projeto contribuirá ainda para as questões transversais da estratégia, como o gênero e as mudanças climáticas. Por exemplo, ao apoiar o acesso a mini-redes de energias renováveis e de baixas emissões, o projeto contribuirá para reduzir a exposição de mulheres e crianças à poluição do ar em ambientes fechados, entre outros benefícios.

* A Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) do Banco Mundial criada em 1960 ajuda os países mais pobres do mundo fornecendo subsídios e empréstimos com baixas ou sem taxas de juros para projetos e programas que impulsionam o crescimento econômico, reduzem a pobreza e melhoram a vida das pessoas pobres. A IDA é uma das maiores fontes de assistência para os 75 países mais pobres do mundo, 39 dos quais estão em África. Recursos da IDA trazem mudanças positivas para 1,5 bilhão de pessoas que vivem nos países da IDA. Desde 1960, a IDA tem apoiado o trabalho de desenvolvimento em 113 países. Os compromissos anuais atingiram em média $ 18 bilhões USD nos últimos três anos, com cerca de 54% indo para a África.


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