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Destaques
- As mulheres desempenham um papel importante como agentes de mudança em suas comunidades, fazendo contribuições valiosas para a proteção e cuidado do meio ambiente.
- Com o objetivo de analisar as lacunas de gênero presentes nas iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável na região amazônica e identificar soluções para enfrentá-las, o Projeto Regional de Paisagens Sustentáveis da Amazônia produziu o estudo "Soluções de mulheres: lições para a conservação e o desenvolvimento sustentável da Amazônia ”.
- O estudo apresenta cinco recomendações para promover a igualdade de gênero em intervenções de conservação e desenvolvimento sustentável na Amazônia.
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As mulheres desempenham um papel importante como agentes de mudança em suas comunidades, fazendo contribuições valiosas para a proteção e cuidado do meio ambiente. Elas também são mais propensas a ter uma atividade de subsistência derivada diretamente de recursos naturais ou de setores mais vulneráveis às mudanças climáticas, como agricultura e silvicultura.
Isso também é uma realidade na Amazônia, um dos lugares mais diversos do planeta e que abriga 47 milhões de pessoas com múltiplas culturas, nacionalidades, perspectivas e realidades. Em meio a essa diversidade, mulheres e homens, jovens e idosos, participam de formas distintas nas decisões sobre o manejo dos recursos naturais, e possuem diferentes níveis de acesso e controle sobre os recursos naturais e os benefícios derivados deles. Essas diferenças —e desigualdades comuns— também geram desigualdades na vulnerabilidade e resiliência de mulheres e homens diante dos riscos ambientais.
Para analisar as lacunas de gênero presentes nas iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável na região e identificar soluções para enfrentá-las, o Estudo de Soluções para Mulheres: Lições para Conservação e Desenvolvimento foi realizado entre 2020 e 2022. Este estudo é um produto do programa Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL), financiado pelo Global Environment Facility (GEF) e sob a liderança do Banco Mundial. O estudo foi realizado em parceria com o Centro Internacional de Pesquisa Florestal (CIFOR), identificando as condições facilitadoras, lições e estratégias que podem levar a uma redução efetiva das lacunas de gênero em termos de participação na tomada de decisões, acesso e controle sobre recursos naturais e nos benefícios socioeconômicos.
O estudo incluiu 6 casos no Brasil, Colômbia e Peru selecionados para representar um grupo diversificado de mulheres que participaram e lideraram iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável. Essas mulheres superaram barreiras de gênero, contribuíram com novas perspectivas, lideraram empreendimentos sustentáveis e mobilizaram mudanças para fortalecer e melhorar os benefícios para suas comunidades dando igualdade de oportunidades.
Os resultados do estudo foram compartilhados e validados em cada país e em nível regional em um evento organizado em Lima, Peru, com a assistência das mulheres participantes. Como parte dos produtos, ilustrações gráficas das histórias foram produzidas e validadas nessas oficinas. A publicação foi lançada oficialmente com um evento virtual no dia 25 de outubro, e as mulheres que participaram do estudo tiveram a oportunidade de compartilhar suas experiências e aprendizados. Assista as gravações e apresentações do evento (em espanhol e português).
O estudo mostrou que a participação dessas mulheres nas diversas atividades teve e tem um impacto sinergético positivo com outras mulheres. Os estudos de caso também demonstraram que o reconhecimento aberto do papel das mulheres em suas comunidades e a promoção ativa da suas participações são essenciais para garantir que suas perspectivas sejam levadas em consideração na tomada de decisões sobre o manejo de recursos naturais.
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O estudo e resumo executivo “Soluções para mulheres: lições para conservação e desenvolvimento” estão disponíveis em espanhol.
O Programa Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL) é uma iniciativa regional financiada pelo Global Environment Facility (GEF) e liderada pelo Banco Mundial, que apoia esforços colaborativos em sete países para melhorar a gestão integrada da paisagem e a conservação dos ecossistemas em áreas prioritárias da Amazônia. A abordagem do programa garante que os projetos nacionais possam alcançar maiores impactos trabalhando juntos do que se fossem implementados isoladamente. Este modelo permite que equipes de projetos nacionais e outros parceiros aprendam uns com os outros e participem de uma rede de instituições e pessoas que se coordeneam para alcançar um objetivo comum, compartilhar suas ideias e melhores práticas e alinhar esforços para salvaguardar o futuro da Amazônia. O programa ASL busca conectar pessoas e instituições para conectar paisagens.
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