publication

Lidar com o défice de habilidades em África para construir economias mais robustas e diversificadas

Último número: 
  • Outubro 2017
Image

Image
Africa's Pulse No. 16, Outubro 2017
A última edição do Africa's Pulse, uma análise semestral das economias africanas, dedica uma seção especial ao desenvolvimento de habilidades na África Subsaariana. Relatório completo em PDF (7.34 Mb)

Africa’s Pulse: Economic Growth in Sub-Saharan Africa Rebounds to a Projected 2.6% in 2017
The latest edition of the Africa’s Pulse reveals a modest increase in growth, showing a timid recovery from last year’s record low. To continue the upward trend, it is critical that African economies implement reforms that boost investment, particularly in infrastructure, and create jobs.

 

Download the full report in PDF (11 Mb)

Africa’s Pulse: Economic Growth in Sub-Saharan Africa Rebounds to a Projected 2.6% in 2017
The latest edition of the Africa’s Pulse reveals a modest increase in growth, showing a timid recovery from last year’s record low. To continue the upward trend, it is critical that African economies implement reforms that boost investment, particularly in infrastructure, and create jobs.

 

Download the full report in PDF (11 Mb)


DESTAQUES DO ARTIGO

  • A última edição do Africa's Pulse, uma análise semestral das economias africanas, dedica uma seção especial ao desenvolvimento de habilidades na África Subsaariana.
  • A região investiu fortemente na construção de habilidades e no aumento da despesa pública em educação, e, embora tenha havido algumas realizações impressionantes, a região continua com a força de trabalho menos qualificada no mundo.
  • Para alcançar um forte crescimento econômico, os governos africanos terão que avaliar a qualidade do investimento em educação e se esforçar para desenvolver habilidades fundamentais para toda a população, e não apenas as próximas gerações.

WASHINGTON, 11 de Outubro de 2017 - As economias da África subsaariana estão experimentando uma recuperação modesta, com o crescimento do produto interno bruto (PIB) na região, que deverá aumentar para 2,4% em 2017, de 1,3% no ano passado. Esse ritmo moderado permanece abaixo do crescimento da população, dificultando a redução da pobreza nos países pobres, a menos que sejam empreendidos maiores esforços para aumentar a eficiência do investimento e buscar novos impulsionadores do crescimento sustentável.

Os achados da décima sexta edição do Africa's Pulse, uma análise bianual do estado das economias africanas realizadas pelo Banco Mundial, revelam uma perspectiva econômica desafiadora para a região. De acordo com o economista chefe do Banco Mundial para a África, Albert Zeufack, "a recuperação é fraca em várias dimensões-chave, notadamente o baixo crescimento do investimento e a queda do crescimento da produtividade. Isso exige reformas estruturais mais abrangentes que possam ajudar a garantir que o crescimento econômico esteja ancorado em bases sólidas.”

O relatório ressalta a diminuição da eficiência do investimento, especialmente em países com economias menos resilientes. Isto é particularmente verdadeiro para o desenvolvimento de competências em África, onde os países devem conciliar o fato de que, apesar de investir fortemente na construção de habilidades (a despesa pública em educação aumentou sete vezes nos últimos 30 anos), a região continua a ter a força de trabalho menos qualificada no mundo.


MULTIMÍDIA

Image
click

Investir em qualificações para reduzir a pobreza e fomentar a inclusão económica

À medida que a África subsaariana procura impulsionar a inovação, adotar novas tecnologias e perturbar as práticas de costume, será fundamental que os governos africanos continuem a atacar-se ao défice de habilidades que abrange todos os grupos demográficos.

Houve algumas conquistas impressionantes. Mais crianças africanas estão na escola hoje do que nunca e nos últimos cinquenta anos, as taxas de conclusão primária mais do que duplicaram, enquanto a conclusão do ensino médio inferior aumentou cinco vezes.

Contudo, permanecem ainda grandes desafios. Praticamente uma em cada três crianças não consegue concluir o ensino primário. Num grande número de países, menos de 50% das crianças conclui o ensino secundário inferior e menos de 10% entra na universidade.

"Quando você compara os níveis de gasto público em educação com o fato de que milhões de crianças africanas ainda não estão adquirindo habilidades básicas para a participação produtiva na força de trabalho, você percebe que a raiz do problema reside na qualidade do investimento", enfatizou Punam Chuhan-Pole, economista líder do Banco Mundial e principal autor do relatório.

Olhando para frente, os governos da África subsaariana terão de encontrar o equilíbrio certo entre investir no crescimento geral da produtividade e na inclusão, por um lado, e investir nas habilidades da força de trabalho de hoje e de amanhã, por outro.

Conseguir um crescimento econômico forte significa investir em habilidades fundamentais para toda a população, e não apenas as próximas gerações. Muitos jovens em toda a África subsaariana emergem da escola sem as habilidades básicas para avançar em suas vidas. Ao mesmo tempo, os países não podem ignorar as necessidades da geração atual de com idade do trabalho, onde em muitos lugares, menos da metade dos adultos podem ler e escrever.

Empregar uma abordagem inclusiva para investir em habilidades fundamentais significa abordar simultaneamente a desnutrição cronica da criança e a construção das habilidades de alfabetização, numeracia e sócio-emocional de crianças, jovens e adultos. Também significa investir no treinamento do mercado de trabalho para jovens desfavorecidos, trabalhadores em áreas de baixa produtividade, trabalhadores em atividades rurais agrícolas e não-agrícolas e auto-emprego urbano.

"O crescimento econômico sustentado é inalcançável se a população não possuir habilidades fundamentais de alfabetização e matemática que lhes permitam atuar como cidadãos e trabalhar para seus sonhos", diz David Evans, economista líder do Banco Mundial e um dos autores da análise de habilidades desenvolvimento em países africanos.

De acordo com o relatório, investir em habilidades fundamentais para todos é uma abordagem vantajosa que permitiria aos governos africanos aumentar o crescimento da produtividade, promover uma maior inclusão e garantir a adaptabilidade da força de trabalho aos mercados do futuro.

Também deve ser dada especial atenção às habilidades de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM),  para além de se criar o ambiente de políticas adequado para permitir que investimentos em tecnologia e inovação possam resultar.