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Global Economic Prospects: África Subsariana



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Acontecimentos recentes

O crescimento na África Subsariana está a se recuperar, apoiado por preços de produtos básicos em aumento moderado, demanda externa cada vez mais sólida e fim da seca em vários países. Ameaças de seca diminuíram em diversos países. Vários factores estão a impedir uma recuperação mais robusta. Em Angola e na Nigéria condições mais restritas de liquidez da taxa de câmbio, a reflectir distorções no mercado de câmbio, limitam a actividade no sector não petrolífero.  Na África do Sul a incerteza política e a baixa confiança nos negócios estão a exercer pressão sobre o investimento.

Em contraste com os preços do petróleo e metais preciosos, os preços do cacau despencaram e reduziram as exportações e receitas fiscais na Costa do Marfim, Gana e noutros países produtores de cacau. A seca no Leste de África continuou em 2017 a prejudicar a actividade económica no Quénia e a contribuir para a fome na Somália e no Sudão do Sul.

A inflação regional está a desacelerar-se gradualmente dum nível mais alto, embora permaneça elevada em Angola, Nigéria e Moçambique. Aumentaram as pressões inflacionárias na África do Sul em consequência da seca.

Previsão

Segundo as previsões, o crescimento na África Subsariana deverá acelerar-se a 2,6% em 2017 e a 2,3% em 2018 com base em preços em elevação moderada dos produtos básicos e em reformas para corrigir desequilíbrios macroeconómicos. Prevê-se uma contracção da produção per capita de 0,1% em 2017 e um ritmo modesto de crescimento de 0,7% em 2018-2019. A estas taxas o crescimento será insuficiente para alcançar as metas de redução da pobreza na região, especialmente se persistirem limitações mais rigorosas ao crescimento.

O crescimento na África do Sul deverá elevar-se a 0,6% e, 2017 e acelerar-se a 1,1% em 2018. Segundo as previsões, uma recuperação nas exportações líquidas deverá compensar apenas parcialmente um crescimento mais fraco do que o anteriormente previsto no consumo e nos investimentos privados, à medida que aumentarem os custos dos empréstimos após um rebaixamento da classificação da dívida soberana. Prevê-se que a Nigéria passe duma recessão de 1,2% da taxa de crescimento em 2017 a uma aceleração de 2,4% em 2018, ajudada por uma recuperação na produção de petróleo à medida que melhorar a segurança nas regiões petrolíferas e por um aumento na despesa fiscal. Segundo as previsões, o crescimento em Gana deverá saltar para 6,5% em 2017 e para 7,8% em 2018 à medida que o aumento da produção de petróleo e de gás impulsionar as exportações e a produção interna de electricidade.

Prevê-se que o crescimento nos países sem uso intensivo de recursos permaneça sólido, apoiado por um investimento na infraestrutura, nos sectores de serviços resilientes e na recuperação da produção agrícola. Em 2017 a Etiópia deverá expandir-se a 8,3% em 2017, a Tanzânia a 7,2%, a Costa do Marfim a 6,8% e o Senegal a 6,7%, todos ajudados pelo investimento público. Entretanto, alguns países precisam de conter o acúmulo de dívidas e reconstruir amortecedores de políticas.

Riscos

A previsão regional está sujeita a riscos internos e externos significativos. Um aumento acentuado das taxas de juros pode desestimular a emissão de títulos soberanos que para os governos têm sido uma estratégia fundamental de financiamento. Um crescimento mais fraco do que o previsto nas economias avançadas ou nos principais mercados emergentes pode reduzir a demanda de exportações, diminuir os preços dos produtos básicos e restringir o investimento estrangeiro directo na mineração e na infraestrutura da região. Os cortes propostos na assistência oficial dos Estados Unidos para o desenvolvimento constituirão preocupação para algumas economias menores e Estados frágeis da região.

Na frente interna países como Angola, Moçambique e Nigéria precisam de implementar políticas significativas de reajuste fiscal para sustentar a estabilidade macroeconómica e alimentar a recuperação económica. O aumento da actividade militante na Nigéria é um risco. Os riscos relacionados com o clima são elevados na África Oriental. A deterioração das condições associadas à seca afectarão severamente a produção agrícola, elevarão os preços dos alimentos e aumentarão a insegurança alimentar na região.  


Relatório (i) : Global Economic Prospects, A Fragile Recovery (PDF)

Análise e dados : África Subsariana (PDF)