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Perspectivas Econômicas Globais

Riscos elevados, investimentos moderados

Visão Geral

                                                                   Perspectiva global

O crescimento global em 2019 deverá cair para 2,6%, refletindo o comércio e o investimento mais fracos do que o esperado no início do ano. O crescimento deverá aumentar gradualmente para 2,8% até 2021, baseado na continuação de boas condições de financiamento global e numa recuperação modesta nas economias emergentes e em desenvolvimento (EMDEs). No entanto, o crescimento das EMDEs continua limitado por investimentos moderados. Os riscos seguem firmes no lado negativo, refletindo em parte a possibilidade de uma nova escalada das tensões comerciais. É urgente que as EMDEs reforcem as reservas políticas e implementem reformas que impulsionem as perspectivas de crescimento.

  2015 2016 2017 2018e 2019p 2020p 2021p
Mundo 2.9 2.6 3.1 3.0 2.6 2.7 2.8
Economias avançadas 2.3 1.7 2.3 2.1 1.7 1.5 1.5
Economias Emergentes e em Desenvolvimento 3.8 4.1 4.5 4.3 4.0 4.6 4.6
      Leste Asiático e Pacífico 6.5 6.3 6.5 6.3 5.9 5.9 5.8
      Europa e Ásia Central 1.1 1.9 4.1 3.1 1.6 2.7 2.9
      América Latina e Caribe 0.1 -0.3 1.7 1.6 1.7 2.5 2.7
      Oriente Médio e Norte da África 2.9 5.1 1.2 1.4 1.3 3.2 2.7
      Sul da Ásia 7.1 8.1 6.7 7.0 6.9 7.0 7.1
      África Subsaariana 3.0 1.3 2.6 2.5 2.9 3.3 3.5
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Previsões regionais

O crescimento das EMDEs deverá aumentar de 4% em 2019 para 4,6% em 2020-21. Esta recuperação é baseada no impacto decrescente das pressões financeiras anteriores em algumas das grandes economias emergentes e em desenvolvimento. O crescimento em todas as regiões de EMDEs tem sido mais fraco do que o esperado, em meio à redução da demanda externa e, em alguns países, à persistência de ventos contrários dentro de casa. A atividade nas regiões do Leste Asiático e Pacífico e do Sul da Ásia permanece flutuante, enquanto o crescimento em outras regiões de EMDEs deverá se recuperar em 2020-21. Os riscos permanecem firmes no lado negativo.

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    Leste Asiático e Pacífico

    O crescimento nesta região deve diminuir de 6,3% em 2018 para 5,9% em 2019 e 2020. Trata-se da primeira vez desde a crise financeira asiática de 1997-98 que o crescimento na região cai abaixo de 6%. Na China, a previsão é que o crescimento desacelere de 6,6% em 2018 para 6,2% em 2019, em virtude de fatores como a desaceleração do comércio mundial, a estabilidade dos preços das commodities, as condições financeiras mundiais favoráveis e a capacidade das autoridades de calibrar políticas monetárias e fiscais de modo a ajudar a enfrentar desafios externos e outros ventos contrários. No resto da região, o crescimento também deve se moderar e ficar em torno de 5,1% em 2019, antes de uma discreta recuperação para 5,2% em 2020 e 2021, com a estabilização do comércio mundial.
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    Europa e Ásia Central

    O crescimento regional deve chegar a 2,7% em 2020, ante 1,6% em 2019, o nível mais baixo em quatro anos, à medida que a Turquia se recupera de uma desaceleração aguda. Excluindo a Turquia, o crescimento regional deve registrar 2,6% em 2020, ligeiramente acima dos 2,4% deste ano, com um aquecimento modesto da demanda interna e uma pequena retração causada pelas exportações líquidas. Na Europa Central, o estímulo fiscal e o consequente impulso para o consumo privado começarão a se dissipar em algumas das maiores economias dessa sub-região no próximo ano, enquanto o crescimento deve acelerar para 2.7% na Europa Oriental e moderar-se em 4% na Ásia Central. Já nos Bálcãs Ocidentais, a previsão é que o crescimento se mantenha estável em 3,8% em 2020.
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    América Latina e Caribe

    O crescimento regional em 2019 deve ser moderado, na casa de 1,7%, refletindo as difíceis condições em várias das maiores economias, e deverá crescer para 2,5% em 2020, com o auxílio de uma recuperação dos investimentos fixos e do consumo privado. No Brasil, a fraca recuperação cíclica até aqui deve ganhar força, com o crescimento passando de 1,5% em 2019 para 2,5% no ano que vem. A projeção é de que a Argentina retome o crescimento positivo em 2020, à medida que os efeitos das pressões do mercado financeiro se dissipem. Já no México, a previsão é de um aumento moderado do crescimento para 2%.
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    Oriente Médio e Norte da África

    As projeções do crescimento regional são de elevação para 3,2% em 2020. O principal fator para isso é a retomada do crescimento entre os exportadores de petróleo, que deve subir para 2,9% em 2020, respaldado pelo investimento de capital no GCC e pela aceleração do crescimento no Iraque. Entre as economias importadoras de petróleo, o crescimento mais rápido depende do progresso das reformas de políticas e das perspectivas saudáveis para o turismo.
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    Sul da Ásia

    As perspectivas para a região são sólidas, com o crescimento acelerando para 7% em 2020 e 7,1% em 2021. O crescimento da demanda interna deve permanecer robusto com o apoio das políticas monetária e fiscal, sobretudo na Índia. A previsão é que o crescimento na Índia acelere para 7,5% no exercício 2019/20, que se iniciou em 1º de abril. Já no Paquistão, o crescimento deve recuar para 2,7% no exercício 2019/20, que começa em 16 de julho.
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    África Subsaariana

    O crescimento regional deve acelerar para 3,3% em 2020, supondo que o sentimento dos investidores em relação a algumas das grandes economias da região melhore, que a produção de petróleo se recupere nos grandes exportadores e que o crescimento robusto das economias que não dependem fortemente dos recursos naturais seja apoiado pela continuidade da forte produção agrícola e pelo investimento público sustentado. A previsão é de aumento do PIB per capita na região, mas isso será insuficiente para obter uma redução considerável da pobreza. Em 2020, o crescimento na África do Sul deve subir para 1,5%; em Angola, para 2,9%; e na Nigéria, para 2,2%.
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