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Perspectivas Econômicas Globais

Nuvens Negras

Visão Geral

Perspectiva global

Previsões de janeiro de 2019

O crescimento global deverá diminuir para 2,9% em 2019 — abaixo das projeções anteriores — e para 2,8% em 2020-21. 

  2016 2017 2018e 2019p 2020p 2021p
Mundo 2.4 3.1 3.0 2.9 2.8 2.8
Economias avançadas 1.7 2.3 2.2 2.0 1.6 1.5
Economias Emergentes e em Desenvolvimento (EMDEs) 3.7 4.3 4.2 4.2 4.5 4.6
      Leste Asiático e Pacífico 6.3 6.6 6.3 6.0 6.0 5.8
      Europa e Ásia Central 1.7 4.0 3.1 2.3 2.7 2.9
      América Latina e Caribe -1.5 0.8 0.6 1.7 2.4 2.5
      Oriente Médio e Norte da África 5.1 1.2 1.7 1.9 2.7 2.7
      Sul da Ásia 7.5 6.2 6.9 7.1 7.1 7.1
      África Subsaariana 1.3 2.6 2.7 3.4 3.6 3.7
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Previsões regionais

A recuperação econômica nas economias dos mercados emergentes e em desenvolvimento (EMDE, na sigla em inglês) estagnou, com um crescimento esperado de 4,2% em 2019 — muito mais fraco do que as projeções anteriores. O crescimento cíclico em regiões com muitos exportadores de commodities perdeu força, refletindo em parte uma desaceleração substancial em algumas economias grandes, e está projetado para se estabilizar nos próximos dois anos. O crescimento em regiões com grande número de importadores de commodities foi sólido, mas desacelerou. Em todas as regiões, os riscos que pesam sobre o futuro estão cada vez mais inclinados para o lado negativo.

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    Leste Asiático e Pacífico

    O Extremo Oriente continua a ser uma das regiões em desenvolvimento com crescimento mais rápido do mundo. O crescimento regional deve moderar para 6% em 2019, pressupondo-se que os preços dos produtos primários permaneçam amplamente estáveis, que haja uma moderação da demanda global e do comércio internacional e um aperto gradual das condições financeiras globais. O crescimento deve desacelerar para 6,2% neste ano na China, onde o reequilíbrio interno e externo continua. O resto da região deve crescer 5,2% em 2019, considerando que a demanda interna resiliente compense o impacto negativo da desaceleração das exportações. O crescimento da Indonésia deve manter-se estável em 5,2%. A expansão da economia tailandesa deve desacelerar em 2019, passando para 3,8%.
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    Europa e Ásia Central

    Os efeitos remanescentes do estresse financeiro na Turquia devem pesar sobre o crescimento regional neste ano, reduzindo-o para 2,3% em 2019. A previsão é de que a Turquia enfrente um enfraquecimento da atividade econômica e reduza o crescimento para 1.6% em virtude da inflação alta, da elevação das taxas de juros e da confiança baixa, reduzindo o consumo e o investimento. As projeções de crescimento para a parte ocidental da região, excluindo a Turquia, devem ser de desaceleração. Existe previsão de desaceleração do crescimento na Polônia, passando para 3,9%, com a desaceleração do crescimento na Zona do Euro. O crescimento na parte oriental da região deverá ser lento, com a desaceleração de grandes economias, como a Rússia, o Cazaquistão e a Ucrânia.
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    América Latina e Caribe

    As projeções de crescimento regional indicam uma retomada de 1,7% neste ano, sustentada principalmente pelo consumo privado. Uma expansão de 2,2% está prevista para o Brasil, pressupondo-se que reformas fiscais sejam rapidamente implementadas e que a recuperação do consumo e investimento supere os cortes nas despesas públicas. A incerteza política no México deverá manter o crescimento em uma taxa moderada de 2%, apesar da queda da incerteza relacionada ao comércio, após o anúncio do Acordo EUA-México-Canadá. A previsão para a Argentina é de uma contração de 1,7%, pois a profunda consolidação fiscal levará a perdas no mercado de trabalho e redução do consumo e do investimento.
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    Oriente Médio e Norte da África

    As projeções do crescimento regional são de elevação para 1,9% em 2019. Apesar de um crescimento mais lento do comércio e condições mais restritivas de financiamento externo, fatores internos, especialmente as reformas de políticas, devem impulsionar o crescimento na região. A expectativa é de leve crescimento entre os exportadores de petróleo neste ano, com os países do GCC acelerando para 2,6% como um grupo a partir dos 2% registrados em 2018. Uma contração para 3,6% está prevista para o Irã em 2019, com o efeito negativo das sanções. A previsão para a Argélia é de moderação em 2,3%, depois que passar o efeito do aumento das despesas públicas do ano passado. A previsão é de aceleração no Egito, a um índice de crescimento de 5,6% no ano fiscal, com o investimento sendo sustentado por reformas que fortalecem o clima de negócios e pelo aumento do consumo privado.
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    Sul da Ásia

    O crescimento regional deve acelerar na região, passando para 7,1% em 2019, sustentado pelo investimento mais forte e o consumo sólido. Está prevista uma aceleração para 7,3% na Índia no ano fiscal 2018/19, enquanto o consumo permanece sólido e o investimento continua a crescer. Bangladesh deve desacelerar para 7% no AF2018/19, com a sustentação da atividade econômica pelo forte consumo privado e gastos com infraestrutura. Segundo projeções, o crescimento do Paquistão deverá desacelerar para 3,7% no AF2018/19, com o aperto das condições financeiras para ajudar a conter o aumento da inflação e as vulnerabilidades externas. Sri Lanka deve acelerar levemente para 4% em 2019, sustentado pela sólida demanda interna e investimentos impulsionados por projetos de infraestrutura. O ímpeto registrado no Nepal após o terremoto deve ser moderado, com o crescimento diminuindo para 5,9% no AF2018/19.
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    África Subsaariana

    O crescimento regional deve acelerar, passando para 3,4% em 2019, em virtude da diminuição da incerteza de políticas e da melhoria dos investimentos nas grandes economias, juntamente com o crescimento contínuo robusto dos países sem muitos recursos naturais. O crescimento na Nigéria deve subir para 2,2% em 2019, pressupondo-se que a produção de petróleo se recupere e que a lenta melhoria da demanda privada contenha o crescimento do setor industrial não relacionado ao petróleo. A previsão de crescimento para Angola é de 2,9% em 2019, com a recuperação do setor petrolífero em virtude da entrada em operação dos novos campos de petróleo é o impulso das reformas no ambiente de negócios. Segundo projeções, a África do Sul deve enfrentar uma desaceleração modesta, ficando em 1,3%, em meio a restrições na demanda interna e despesas públicas limitadas.
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