COMUNICADO À IMPRENSA

Ébola: Novo Relatório do Grupo Banco Mundial Revela Retracção do Crescimento e Agravamento do Impacto Económico na Guiné, Libéria e Serra Leoa

2 de dezembro de 2014


WASHINGTON, 2 de Dezembro de 2014 – A epidemia de ébola continua a paralisar as economias da Guiné, Libéria e Serra Leoa e projecta-se que resulte num crescimento negativo ou na contracção do crescimento nestes países no próximo ano, mesmo com os esforços de erradicação do vírus, segundo um estudo divulgado hoje pelo Grupo Banco Mundial intitulado Ebola Economic Impact Update. O relatório surge quando o Presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim, começa uma visita de dois dias à África Ocidental para avaliar o impacto da epidemia e discutir com os governos e agências internacionais quais as medidas que é preciso tomar para se alcançar o objectivo de zero casos, o mais depressa possível.

Este relatório actualiza a análise de 8 de Outubro do Grupo Banco Mundial relativamente aos efeitos económicos da crise de Ébola nos três países mais atingidos. As estimativas para o crescimento do PIB foram revistas em acentuada baixa, comparativamente às estimativas do pré-crise, situando-se em 2,2% para a Libéria (face a 5,9% no pré-crise e a 2,5% em Outubro); 4% para a Serra Leoa (face a 11,3% no pré-crise e a 8% em Outubro; e 0,5% para a Guiné (face a 4,5% no pré-crise e 2,4% em Outubro).Todos estes três países estavam a crescer rapidamente nos últimos anos e até ao primeiro semestre de 2014.

Adicionalmente, o Grupo Banco Mundial projecta agora um crescimento negativo em 2015 de -0,2% na Guiné (uma descida comparativamente às estimativas do pré-crise de 4,3% e de 2% em Outubro) e de     -2.0% na Serra Leoa (uma queda face a 8,9% e a 7,7% em Outubro). Na Libéria, onde existem sinais de progresso na contenção da epidemia e algum crescimento da actividade económica, a estimativa de crescimento actualizada é de 3%, uma subida comparativamente ao aumento de 1% de Outubro mas ainda inferior a metade da estimativa do pré-crise de 6,8%. Estas últimas projecções implicam uma perda de rendimento nos três países em 2014-2015 que soma mais de USD 2 000 milhões.

Este relatório reforça o motivo pelo qual o nosso objectivo tem se ser zero casos de Ébola. Embora haja sinais de progresso, enquanto a epidemia continuar, o impacto humano e económico será cada vez mais devastador”, disse Jim Yong Kim, Presidente do Grupo Banco Mundial. Enquanto aceleramos a resposta imediata da saúde, a comunidade internacional também tem de fazer tudo o que pode para ajudar os países afectados a retomarem o caminho da recuperação económica e do desenvolvimento.”  

O relatório indica que, só em 2014, o impacto orçamental total é superior a 500 milhões de dólares, impondo necessidades orçamentais adicionais de mais de 6% do PIB na Libéria, mais de 3% na Guiné, e mais de 2,5% da Serra Leoa. Os governos também se viram forçados a cortar o investimento público – como a central hidroeléctica de Mount Coffee na Libéria, que continua suspensa por falta de empreiteiros estrangeiros – em mais de USD 160 milhões nos três países, prejudicando as perspectivas de crescimento futuro.

Projecções Sucessivas do Crescimentos (%)

Período de Tempo

Libéria

Serra Leoa

Guiné

2014

 

 

 

Junho (pré-Ébola)

5.9

11.3

4.5

Outubro

2.5

8.0

2.4

Dezembro

2.2

4.0

0.5

2015

 

 

 

Junho (pré-Ébola)

6.8

8.9

4.3

Outubro

1.0

7.7

2.0

Dezembro

3.0

-2.0

-0.2

       Fonte: Análise do Banco Mundial

Em Outubro, o Grupo Banco Mundial divulgou um relatório que afirmava que se o vírus continuasse a surgir nos três países mais afectados e alastrasse a países vizinhos, o impacto financeiro regional de dois anos podia situar-se entre uma estimativa de USD 3800 milhões num cenário de “baixo ébola” e USD 32600 milhões em caso de “alto ébola”, no final de 2015. Estas estimativas da escala do impacto permanecem válidas, uma vez que a epidemia ainda não está controlada. Um progresso adicional para pôr fima à epidemia assim como um esforço concertado para recomeçar a actividade económica e trazer de volta investidores, poderia ajudar estes países a regressarem à sua normalidade.

“A chave para evitar um aumento da escala do impacto económico é, simultaneamente, a erradicação da epidemia actual e o investimento na capacidade de resposta dos países vizinhos”, afirmou Marcelo Giugale, Director Sénior da Prática Global de Macroeconomia e Gestão Orçamental do Grupo Banco Mundial. Um esforço de recuperação integral podia ajudar os países afectados a melhorarem as estimativas de crescimento e a retomarem a construção das suas economias e a redução da pobreza.”

Resposta do Grupo Banco Mundial à Crise do Ébola

O Grupo Banco Mundial está a mobilizar cerca de USD 1 000 milhões em financiamento destinado aos países mais atingidos pela crise do Ébola. Isto inclui USD 518 milhões para a resposta à epidemia e, no mínimo, um montante de USD 450 milhões da IFC, um membro do Grupo Banco Mundial, para fomentar o comércio, investimento e emprego na Guiné, Libéria e Serra Leoa.



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COMUNICADO À IMPRENSA Nº
2015/225/GPMFM

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