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COMUNICADO À IMPRENSA

Banco Mundial Mobiliza Apoio Record para o Crescimento Económico e Perspectivas de Desenvolvimento de África no AF 13

25 de julho de 2013

WASHINGTON, 25 de Julho, 2013 – O Grupo Banco Mundial dedicou uma verba recorde de USD14,7 mil milhões, no ano fiscal 2013 (Julho 2012 a Junho 2013) para apoiar o crescimento económico e melhores perspectivas de desenvolvimento em África, apesar das incertas condições económicas no resto da economia global.

“A região tem evidenciado uma resiliência notável, face à recessão global e continua a crescer em força,” comentou Makhtar Diop, Vice Presidente do Banco Mundial para a Região África. “África está no cerne das metas 2030 do Grupo Banco Mundial para acabar com a pobreza extrema e promover uma prosperidade partilhada, de uma forma sustentável no plano ambiental, social e fiscal.”

O Grupo Banco Mundial continuou seu forte empenhamento em África, aprovando novos empréstimos no montante de USD8,25 mil milhões, para quase 100 projectos, neste ano fiscal (AF13). Estes compromissos incluem um recorde de USD 8,2 mil milhões de créditos e doações a juro-zero da Associação Internacional para o Desenvolvimento (AID), que é o fundo do Banco Mundial para os países mais pobres. Este é o nível mais elevado de novos compromissos da AID, em qualquer região, na história do Banco.

O sector privado alavanca investimentos para o desenvolvimento 

O volume total dos compromissos da SFI (Sociedade Financeira Internacional) na África Subsariana, incluindo mobilização, cresceu para um valor recorde de USD 5,3 mil milhões, 34 por cento mais que no ano anterior. Do mesmo modo, os gastos da SFI em programas de Serviços de Consultoria na região, cresceram para mais de USD65 milhões, cerca de 30 por cento do total da SFI. Este factor conduziu a melhores resultados em países frágeis e afectados por conflitos e a um maior impacto nas principais áreas de enfoque da SFI: oportunidades sustentáveis na agricultura, acesso a financiamento para clientes de microfinanças e indivíduos particulares, melhores serviços de infra-estruturas e redução de emissões de gases com efeito de estufa.

O apoio a investimento directo estrangeiro benéfico para o desenvolvimento na África Subsariana, é uma prioridade da MIGA. Em 2013, a Agência emitiu garantias no valor de USD 1,5 mil milhões para apoio a investimentos em projectos nos sectores de agro-negócios, petróleo e gás, serviços e água. Uma parte importante destas coberturas vai para investimentos em projectos de geração de energia em Angola, Costa do Marfim e Quénia. A África Subsariana contabilizou 54 por cento do novo volume de verbas MIGA este ano – mais do que duplicando o nível de 24 por cento do ano passado.

O apoio do Grupo Banco Mundial incidiu em grandes projectos transformacionais na agricultura e energia, e também em redes de segurança social, transferências condicionadas de dinheiro para famílias pobres, criação de emprego para os jovens e educação de nível superior.

Apressar o Passo em Países Frágeis

No AF13, o Grupo Banco Mundial aumentou a sua atenção, em África, aos causadores regionais de fragilidade e conflito, especialmente em relação às regiões do Sahel e dos Grande Lagos. Em Maio 2013, durante uma histórica missão conjunta das Nações Unidas/Grupo Banco Mundial, à região dos Grandes Lagos, o Banco anunciou um compromisso de desenvolvimento de USD 1000 milhões para ajudar os países da região a prestar melhores serviços de saúde e educação, gerar mais comércio transfronteiras, e financiar projectos de hidroelectricidade, em apoio ao acordo de paz dos Grandes Lagos. Passando uma forte mensagem de que paz e desenvolvimento são inseparáveis e têm de ser tratados em simultâneo, o Banco enfatizou também o seu compromisso de incrementar a sua actividade em estados emergentes de conflitos e a sua determinação em ajudar os estados frágeis a escapar da fragilidade e voltar a uma via positiva de desenvolvimento.

Lidar com as Alterações Climáticas

O Banco tem estado na vanguarda da procura de medidas e parcerias operacionais (como a TerrAfrica) para integrar as alterações climáticas na gestão da terra, gestão de recursos de água, infra-estruturas de transportes, agricultura apropriada ao clima e gestão de risco de desastres, e continua a avançar com inovadoras políticas de solução, incluindo o primeiro Empréstimo de Política de Desenvolvimento para as alterações climáticas, destinado a Moçambique

A mudança climática está também no centro da agenda para o crescimento da Região. Projectos de energia limpa – hidráulica, geotérmica, solar e gás – fazem parte da estratégia do Banco para África, para limitar a pegada de carbono do crescimento na região e colher um enorme e inexplorado potencial de desenvolvimento. Muitos destes projectos, em curso e planeados, beneficiam do trabalho em conjunto da AID, MIGA e SFI, através do Grupo Banco Mundial, para melhor alavancarem os seus investimentos no desenvolvimento da região.

Acelerar o Uso da Ciência e Tecnologia

O futuro de África depende uma adaptação mais rápida da tecnologia existente e futura. São possíveis grandes ganhos através de uma melhor formação de africanos em ciência e tecnologia, e melhor tecnologia agrícola. No AF13, o Banco ajudou a trazer de volta à agenda do desenvolvimento a educação superior, com enfoque na ciência. As economias de África precisam urgentemente de técnicos qualificados e engenheiros, especialmente em energia e infra-estruturas. Precisam de cientistas agrícolas; de profissionais de medicina; e de investigadores. Os bons resultados de aprendizagem na educação primária e secundária precisam de professores qualificados, que só as universidades produzem. O Banco continuou a criar parcerias para apoiar a educação tecnológica.

Para mais informações sobre a totalidade do apoio do Grupo Banco Mundial a países em desenvolvimento no AF13 clique  aqui.

 

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COMUNICADO À IMPRENSA Nº
2014/034/AFR